Pequim 2008: Navajas espera resposta do governo venezuelano

Salário pedido pelo treinador é considerado alto; cubanos podem assumir o comando da seleção sul-americana

Erica Akie, Jornal da Tarde

27 de fevereiro de 2008 | 20h19

Principal responsável pela classificação inédita da seleção masculina de vôlei da Venezuela para os Jogos Olímpicos, o técnico Ricardo Navajas aguarda ansiosamente uma resposta do Ministério do Esporte do país pela renovação de seu contrato - a nova ministra não quer pagar cerca de R$ 10 mil/mês ao brasileiro. Segundo o procurador de Navajas, Rogério Teruo, a comissão técnica - que tem outros dois brasileiros - embarca na segunda ou na terça-feira para a Venezuela para resolver se renova ou não o contrato. "O problema é que a nova ministra, Victoria Marta, não entende muito de esporte. Ela achou um absurdo o que pedimos", diz Teruo.Segundo ele, não é fácil concorrer com os cubanos que moram na Venezuela. "Tem profissional que ganha US$ 100 (cerca de R$ 170), porque existe um convênio em que a Venezuela dá petróleo para Cuba, que em troca envia mão-de-obra - especialmente na saúde e esporte."Teruo faz questão de ressaltar o trabalho de Navajas desde que assumiu o cargo, em maio de 2007. "O ginásio era sujo, com pombas fazendo cocô na cabeça dos jogadores. Sem contar que lá treinam todas as categorias do vôlei. No Brasil, tem escolas particulares com ginásios 50 vezes melhores. Foram seis meses de ‘perrengue’, e o mais justo é que a comissão receba o prêmio de ir à Olimpíada. Mas concorrência cubana é desleal", conclui.Além da Olimpíada de Pequim, a Venezuela volta a disputar neste ano a Liga Mundial - entrou de última hora no grupo do Brasil, no lugar do Canadá, que abriu mão de jogar a competição.

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