Pinheiros monta time de estrelas no vôlei masculino

Time repatria Giba, Rodrigão e Gustavo e ainda contrata o levantador Marcelinho para temporada 2009/2010

Rafael Vergueiro, estadao.com.br

22 de junho de 2009 | 13h36

Divulgação

Gustavo, o técnico Cebola, Marcelinho e Rodrigão posam para foto na cerimônia de apresentação

SÃO PAULO - Giba, Rodrigão, Gustavo e Marcelinho. Estes quatro nomes conhecidos do torcedor brasileiro integrarão uma das equipes mais fortes do vôlei masculino do País na temporada 2009/2010. O Pinheiros/Sky (SP) anunciou nesta segunda-feira seu novo time e já pensa em acabar com a hegemonia de Cimed/Brasil Telecom (SC) e Vivo/Minas (MG), que fizeram as quatro últimas finas da Superliga.

Veja também:

linkGiba diz que crise ajudou para seu retorno ao Brasil

linkGustavo e Marcelinho prometem dedicação total ao Pinheiros

"Eu não vejo a hora de começar a treinar e jogar contra eles. Hoje no Brasil temos jovens jogadores que integram a seleção e estão há muito tempo ganhando títulos aqui. Para mim, é ótimo ter esta oportunidade de retornar e pode atuar em um grande campeonato, em uma equipe muito forte", declarou o meio-de-rede Gustavo, medalhista de ouro na Olimpíada de Atenas (2004) e prata em Pequim (2008).

Após oito anos no voleibol italiano, ele diz estar muito feliz com o retorno ao País. "Eu fiz de tudo para que este projeto desse certo. Vou dar o meu máximo aqui, pois sei que é um projeto de longo prazo (a previsão inicial para a parceria entre Pinheiros e Sky é de três anos)".

O também meio-de-rede Rodrigão, que possui quase a mesma trajetória do companheiro na seleção brasileira, já fala até em ganhar títulos pelo clube paulista. "Faremos de tudo para ser uma das equipes mais vitoriosas da história. Com os nomes que chegaram aqui, certamente todos entrarão para vencer o Pinheiros, mas estamos acostumados com esta pressão".

Para o ponta Giba, outro brasileiro com duas medalhas olímpicas e que volta depois de sete anos entre Itália e Rússia, o voleibol nacional será beneficiado em todos os aspectos com a repatriação de grandes nomes.

"Com todos estes atletas voltando, o Brasil terá um dos campeonatos mais fortes do mundo. Além disso, no ponto de vista da seleção, também facilita o trabalho do Bernardo, que poderá observar melhor os jogadores e não terá muitos problemas com a liberação dos clubes para treinamentos", assinalou.

Já o levantador Marcelinho, titular do Brasil em Pequim e que recentemente deixou o extinto Unisul/Joinville (SC), ressaltou que a próxima Superliga será ainda mais especial do que a anterior.

"Vamos jogar um campeonato fortíssimo, mas, apesar de sabermos do grande equilíbrio que haverá entre as equipes, entraremos em quadra para buscar títulos". Segundo ele, o surgimento do Pinheiros/Sky é um marco na história do voleibol nacional. "É maravilhoso poder jogar em um clube como este, com mais de 100 anos de história", comemorou.

A equipe ainda contará com outros atletas de alto nível, como o experiente líbero Kid, que disputou os Jogos Olímpicos de Sydney (2000), o oposto Leonardo, que estava no Japão, e o ponta cubano Roca, ex-titular da seleção do seu país.

PRESSÃO

Com um time recheado de estrelas, o Pinheiros sabe que enfrentará cobranças e terá que estar na disputas pelos principais títulos. Contratado para ser o comandante do time, o técnico Carlos Alberto Castanheiras, mais conhecido como Cebola, acredita que terá uma grande responsabilidade no cargo.

"Nestes três anos de parceria, temos que colher os frutos, buscando títulos, que é a nossa meta. Temos aqui a junção de duas empresas vencedoras com atletas também vencedores, e não sou eu que vou atrapalhar isso", brincou o treinador, tricampeão da Superliga com o Minas em 1999;2000, 2000/2001 e 2001/2002.

Ele ainda disse que o time pretende fazer grandes contratações para formar um grande grupo. "Estamos com nomes bem encaminhados, mas não podemos anunciar porque estão em fim de contrato. Mas posso dizer que nossa equipe terá 14 atletas e uma mescla muito importante de jogadores experientes com a nova geração".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.