Arquivo/AE - 22/6/2009
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Pinheiros tenta superar problemas internos para justificar investimento

Equipe milionária ainda não ganhou nenhum título e convive com o ambiente tenso

Alessandro Lucchetti - Jornal da Tarde,

20 de janeiro de 2011 | 15h14

SÃO PAULO - A estrutura é excelente, o investimento é alto e os jogadores têm currículo. Mas o ambiente é tenso. Tanto que Giba, a maior estrela do Pinheiros/Sky, brinca ao deixar o ginásio durante um treino: "Vou trazer Maracugina pro pessoal."

Montada em junho de 2009, a milionária equipe do Pinheiros ainda não ganhou um título importante. Com problemas internos que jamais foram explicados direito, o clube dispensou o meio de rede Rodrigão, campeão olímpico e bicampeão mundial, e o levantador Marcelinho, vice-campeão olímpico em 2008, pouco antes do Natal do ano passado.

Reestruturado com o levantador Vinhedo, que estava jogando na Romênia, e o central Silêncio, inserido no time titular, o Pinheiros emplacou uma sequência de três vitórias seguidas na Superliga. O grande teste será na próxima segunda-feira, quando receberá o Sesi, líder com 15 vitórias em 16 jogos.

O técnico Mauro Grasso, campeão das temporadas 2004/05 (pelo Banespa) e 2006/07 (Minas Tênis) da Superliga, foi contratado em maio do ano passado para dar jeito no time. Com respaldo do patrocinador e do clube, fala grosso ao abordar o tema estrelismo. "O cara pode ser o Pelé, mas sabe que, se não se doar, estará sendo babaca e não será aceito pelo grupo. Nessa situação, eu peço para o cara ser um pouquinho menos babaca. Se não mudar, tiro do time."

Grasso, que aspira a um cargo de treinador da seleção brasileira, seja a masculina ou a feminina, ainda fala em título. O Pinheiros ocupa a quinta colocação no campeonato, com dez vitórias e quatro derrotas. "Com a reestruturação, queremos nos firmar e passar a acreditar em fechar a participação na fase de classificação em primeiro lugar. Não dependemos mais das nossas próprias pernas para isso, mas precisamos somar confiança e credibilidade", discursa.

Repatriados a peso de ouro, os famosos jogadores do Pinheiros não estão correspondendo ao investimento. Hoje reserva, mas ainda capitão, da seleção brasileira, Giba apresenta desempenho pálido nas estatísticas, figurando apenas em décimo lugar entre os maiores pontuadores.

Gustavo ocupa a segunda colocação entre os melhores bloqueadores, mas não tem rendimento parecido no ataque.

Enquanto isso, o Sesi, comandado por Murilo, apontado como o melhor jogador do Mundial e da Liga Mundial em 2010, consolida-se como força do vôlei nacional. Foi bicampeão paulista e lidera a Superliga. Curiosamente, é comandado por Giovane, que também dispensou Marcelinho quando dirigia o Joinville.

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