Pivô de polêmica no vôlei, Elisângela troca de clube e não se aposentará

Teve um final feliz a novela que deu origem a uma nova rodada de críticas ao ranking de atletas da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Nesta segunda-feira, o São Bernardo Vôlei anunciou a contratação da oposto Elisângela, medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Sydney-2000, e que ameaçava ter que se aposentar contra a própria vontade por falta de um clube para jogar.

Estadão Conteúdo

09 Novembro 2015 | 17h37

Lili, como é conhecida no meio, fazia parte do elenco do Nestlé/Osasco, clube pelo qual foi campeã paulista como reserva, há duas semanas. Numa escala que vai de 7 a 1, ela é uma jogadora de 3 pontos no ranking da CBV, mas, por conta da idade avançada (37 anos), é bonificada e tem apenas um ponto. Cada equipe da Superliga pode ter, no seu elenco, atletas que somem 43 pontos. Elisângela foi dispensada pelo Osasco após o Paulista porque o time já atingia esse limite.

A possibilidade de Elisângela ter que se aposentar por falta de um clube fez com que as principais jogadoras do País iniciassem uma campanha para que a CBV deixasse a oposto com zero ponto. Se o pedido fosse atendido, o Osasco se comprometia a manter a atleta no seu elenco. Mas três clubes da Superliga vetaram a ideia, o que fez com que Lili tendesse à aposentadoria.

Mas a novela acabou tendo um final feliz, com Elisângela contratada pelo modesto time de São Bernardo do Campo, mantido pela prefeitura local. "É um grande reforço para a nossa equipe, em especial pela experiência que ela dará à equipe. Uma jogadora que é muito boa de grupo, o perfil que precisamos em nosso time que é muito jovem. É um desafio muito bom para ela, de deixar nossa equipe entre os oito melhores da Superliga", elogiou o técnico

William Carvalho.

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