Reeleito para a FIVB, Acosta dispara contra desafeto

O mexicano Rubén Acosta foi reeleito nesta quarta-feira para seu oitavo mandato à frente da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), e aproveitou para reiterar as críticas a seu antigo colaborador, o francês Jean-Pierre Seppey, ex-diretor da entidade que o acusa de má gestão de recursos e corrupção. Acosta pretende processar Seppey por calúnia e difamação. "Era um duas-caras. Diante de todos era uma pessoa serviçal, puxava a cadeira para que eu pudesse me levantar, e na verdade queria mostrar às pessoas que eu não era capaz de puxar minha própria cadeira", atacou Acosta, que acusa Seppey de desfalques financeiros na entidade. Seppey, que já tentou derrubar Acosta da FIVB, tenta agora criar uma entidade paralela para conduzir o vôlei. Durante reunião realizada também em Tóquio nesta semana, o francês acusou seu ex-chefe de "ditadura e fraude eleitoral". "Não existe nada disso aqui, apenas democracia e transparência", rebateu Acosta. Para ele, sua reeleição por aclamação de 196 federações nacionais presentes, depois de 22 anos à frente da entidade, é uma prova de quem tem razão. "É um momento histórico, uma unanimidade que jamais havíamos alcançado", disse. O presidente da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), Ary da Graça Filho, apóia Acosta e faz parte do Comitê Executivo da FIVB. Acosta diz que sua prioridade no próximo mandato, que vai até 2010, será em melhorar a comunicação e a divulgação do vôlei no mundo. "Não estou satisfeito com isso, realizamos grandes competições, mas elas não são conhecidas como gostaríamos", disse ele, que prometeu não se candidatar a novos mandatos no futuro.

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