Reforçado com campeãs olímpicas, Osasco nega rótulo de Barcelona do vôlei

Sheilla e Fernanda Garay se juntam às medalhistas Jaqueline, Thaísa e Adenízia nesta temporada

PAULO FAVERO, Agência Estado

29 de agosto de 2012 | 17h45

Atual campeão da Superliga Feminina de Vôlei, o Sollys Osasco apresentou nesta quarta-feira suas duas novas contratações para a temporada: as campeãs olímpicas Sheilla e Fernanda Garay. Elas se juntam a outras jogadoras que também conquistaram o ouro nos Jogos de Londres, casos de Jaqueline, Thaísa e Adenízia. Além disso, fazem parte do elenco a líbero Camila Brait e a levantadora Fabíola, que estavam no grupo antes da Olimpíada e acabaram sendo cortadas na lista final.

Essa grande quantidade de talentosas atletas faz com que a equipe seja considerada o Barcelona do vôlei. Mas as meninas, porém, preferem negar o rótulo. "As outras equipes estão vindo com estrangeiras e são times fortes. Tem o Rio, o Campinas. Todo mundo está comparando a gente com o Barcelona, mas isso não pode ser dito", diz a ponteira Jaqueline. Ela usa como exemplo o time do Pinheiros, que em 2010 tinha os astros Giba, Gustavo, Marcelinho e Rodrigão, mas ficou apenas com o bronze na Superliga Masculina. "Quando fizeram o time do Pinheiros há dois anos, falaram que eram os galácticos, mas no final não ganhou", lembra.

A central Thaísa conta que o ambiente no Osasco é bom e que a equipe tem tudo para chegar longe na temporada, mas precisa pensar jogo a jogo, torneio por torneio. "Os times adversários também se reforçaram e não podemos achar que somos a melhor equipe do mundo, pois assim não vamos ganhar nada", avisa.

A ponteira Fernanda Garay, que se destacou no Vôlei Futuro, garante que a expectativa é boa e sabe que a pressão por ser um time de "campeãs olímpicas" será grande. "Tivemos sucesso na Olimpíada e temos de aprender a lidar com isso", afirma a jogadora, também recusando a comparação com o Barcelona do futebol. "Não ficamos pensando nisso."

A grande estrela de toda essa constelação é Sheilla, que fez uma ótima Olimpíada e está pronta para o desafio em um novo clube. "É um projeto grande", argumenta a oposto. Ela lembra que a medalha de ouro em Londres serve apenas para ficar como lembrança daqui para frente. "Acabou lá, é passado. Agora é pensar no Paulista, no Sul-Americano, no Mundial e na Superliga. Claro que é um peso gostoso para a gente carregar. Mas nomes e títulos são coisa do passado e não fazem ninguém vencer."

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