Renovação deve ser a solução no vôlei

O técnico da seleção brasileira feminina de vôlei Marco Aurélio Motta prefere ?forçar? a renovação a ter a equipe dividida novamente. A levantadora Fofão e as atacantes Érika, Raquel e Walewska precisam tornar oficial o pedido de dispensa por meio de um documento ? uma carta, por exemplo ? e poderão fazê-lo hoje ou amanhã. As atletas conversaram com Motta sobre a decisão ainda na Suíça, após o quinto lugar na Montreux Volley Masters. ?Não há acordo possível nem perspectiva de melhora. Temos de ter dignidade?, afirmou Motta. O treinador observa que esse pode ser o começo de uma nova fase do vôlei feminino e cita como exemplo crise semelhante ocorrida na seleção masculina, em 1989. Naquele ano, no Sul-Americano de Curitiba, o Brasil lançou a gereação que conquistaria o ouro olímpico ? o único do Brasil até o momento em esportes coletivos Brasil ? em Barcelona, em 92. A renovação ocorreu após a crise de relacionamento entre os remanescentes da geração de prata ter chegado a um nível insustentável. Marco Aurélio começa amanhã o trabalho para o Grand Prix da Ásia, a partir de 12 de julho. Em relação ao time que disputou a Montreux Volley Master, terá como novidade a levantadora Marcelle, a atacante Paula Pequeno e a líbero Fabiana ? já foram chamadas anteriormente, mas não foram à Suíça. Segundo Motta, Virna, a atacante mais importante da seleção, pediu dispensa por telefone, mas ficou de reavaliar sua posição até segunda-feira.

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