Rexona derrota Osasco de virada e é campeão sul-americano

A decisão do Sul-Americano de Clubes foi brasileira e o Rexona-Ades, do Rio de Janeiro, derrotou o Molico/Osasco, de virada, para ficar com o primeiro título da temporada. A equipe do técnico Bernardinho ignorou a pressão da torcida rival, que lotou o Ginásio José Liberatti, e venceu a decisão por 3 sets a 1, com parciais de 15/25, 25/21, 25/22 e 25/14. Com o resultado, o time carioca está classificado para a disputa do Mundial de Clubes, entre os dias 5 e 10 de maio, em Zurique, na Suíça.

Estadão Conteúdo

08 Fevereiro 2015 | 19h37

"Tivemos lucidez para virar o jogo. Erramos muito no início, foi desastroso. Elas jogaram sem pressão. Mas, pelo histórico de nosso time, de tantos anos juntas, de tantas conquistas, era impossível não acreditar que poderíamos virar. Nossa postura sempre foi de brigar muito pelos resultados. E conseguimos o título e uma vaga para o Mundial dentro de Osasco", analisou a líbero Fabi.

Bernardinho fez coro com a sua capitã e também exaltou a retomada da lucidez do time para a conquista do resultado. "No segundo set, entramos com mais tranquilidade e conseguimos impedir que o Osasco crescesse em seu melhor fundamento, que é o bloqueio. Conseguimos uma vaga para o Mundial, vamos tentar o título, mas o pensamento agora já está na Superliga. Já vamos nos preparar para a última rodada antes do Carnaval", adiantou.

Invicto na Superliga (são 16 vitórias), o Rexona terá mesmo pouco tempo para comemorar. Nesta segunda-feira, o elenco já volta aos treinos, preparando-se para a partida contra Araraquara, na quarta-feira, no interior paulista, pela 6ª rodada do segundo turno.

O Osasco perdeu sua segunda final consecutiva do Sul-Americano, com a disputa realizada em casa nos dois últimos anos. Em 2014, a derrota foi para o Sesi. Para a líbero Camila Brait, a falta de concentração e os erros foram fundamentais para a mudança no placar. "Não mantivemos a concentração que apresentamos no primeiro set. Fizemos muitos pontos de bloqueio e sabíamos que, a partir do segundo, elas mudariam o ataque, dando mais largada e explorando a mão de fora. Não soubemos digerir isso rápido. Temos que seguir treinando para melhorar."

FOFÃO COMEMORA MAIS UM TÍTULO - A última temporada de Fofão como jogadora ganhou uma extensão, graças à classificação da equipe do Rio para o Mundial, que será disputado após o fim da Superliga. A confiança da levantadora, que completa 45 anos no dia 10 de março, era de que isso iria acontecer. Agora, sua despedida pode ser com um título mundial.

"O planejamento para o meu último ano não parava na Superliga. Mas era necessário vencer para poder carimbar meu passaporte pela última vez como jogadora de vôlei. E deu tudo certo", afirmou. A jogadora não havia iniciado nenhum jogo na competição, mas fez a diferença na final.

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