Rodrigão sofre contusão e pode desfalcar Brasil na Olimpíada

Exames preliminares do meio-de-rede do Macerata indicam suspeita de lesão grave no joelho esquerdo

Amanda Romanelli, O Estado de S. Paulo

04 de março de 2008 | 18h55

O meio-de-rede Rodrigão, um dos atletas de presença mais constante na seleção brasileira masculina de vôlei, pode ficar fora da Olimpíada de Pequim. O jogador de 28 anos se machucou na última quinta-feira, no primeiro set da partida de seu time, o Macerata, contra o Modena, válida pelas quartas-de-final da Copa da Itália. E exames preliminares indicam suspeita de rompimento do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo. Rodrigão foi liberado pelo clube italiano para ser avaliado no Brasil - ele chega ao País na quinta-feira, junto com a mulher e os três filhos. E, provavelmente, irá receber o diagnóstico definitivo da grave lesão no joelho em Curitiba, onde ele tem casa. De acordo com Álvaro Chamecki, médico da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), ainda não se conhece a extensão real do problema. "Falei com o Rodrigão, mas só saberemos exatamente qual é a lesão quando ele chegar ao Brasil. Então, definiremos o tratamento", afirmou o especialista. Álvaro Chamecki e o outro médico da seleção brasileira, Ney Pecegueiro, serão responsáveis pelo diagnóstico da contusão de Rodrigão, que é um dos principais jogadores do grupo do técnico Bernardinho. Para o fisioterapeuta da seleção, José Inácio Salles Neto, a possibilidade de que Rodrigão tenha sofrido ruptura do tendão é grande. Caso isso tenha realmente acontecido, a solução será a cirurgia, que pode tirá-lo de combate por, no mínimo, seis meses - ou seja, ficaria fora da Olimpíada, em agosto.  "Existem outras possibilidades mais remotas de que ele possa tratar a lesão sem precisar sofrer uma cirurgia", explicou José Inácio Salles Neto. "Agora precisamos aguardar a avaliação completa dos médicos para informarmos o diagnóstico definitivo. Antes disso, qualquer avaliação seria prematura." Rodrigão é um dos atletas mais utilizados por Bernardinho na exaustiva maratona de compromissos da seleção brasileira, a grande força do vôlei mundial na atualidade - é campeã olímpica e bicampeã mundial. Ele divide a posição de titular no meio-de-rede com André Heller - ambos fazem companhia ao intocável Gustavo. Campeão olímpico com a equipe brasileira nos Jogos de Atenas, em 2004, Rodrigão quase não viajou para a Grécia naquela oportunidade. Meses antes da Olimpíada, ele teve um edema ósseo na perna direita, mas conseguiu se recuperar e acabou saindo com a medalha de ouro.

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