FIVB/Divulgação
FIVB/Divulgação

Brasil reage, derrota Sérvia e decide com a Itália o título da Liga das Nações de vôlei feminino

Seleção perde primeira parcial, mas vira o jogo com 3 sets a 1 e garante vaga na final deste domingo

Redação, Estadão Conteúdo

16 de julho de 2022 | 11h49
Atualizado 16 de julho de 2022 | 16h46

A seleção brasileira feminina de vôlei conquistou uma vitória gigantesca sobre a Sérvia na manhã deste sábado para confirmar sua vaga na final da Liga das Nações de vôlei, em Ancara, na Turquia. Após perder o primeiro set com sobra da Sérvia, o Brasil mostrou seu poder de reação, liderado por Gabi e pelas jovens Julia Bergmann e Kisy, e venceu a partida por 3 a 1, com parciais de 14/25, 25/18, 26/24 e 25/19.

A seleção comandada por Zé Roberto Guimarães terá a Itália pela frente neste domingo, às 12h30, na Turquia. As italianas passaram pelas anfitriãs por 3 sets a 0, com parciais  de 25/18, 28/26 e 25/22.

Uma das bases da renovação do time, Gabi foi um ponto de segurança em quadra para as jovens brilharem. Kisy foi a maior pontuadora da partida, com 19 pontos, seguida por Julia Bergmann, que mandou a bola ao chão 16 vezes. Mesmo após erros no primeiro set, Julia mostrou muita maturidade para se recuperar e ser um grande destaque da partida.

"A gente começou atrás, mas lutamos até o final por cada bola. A palavra desta vitória é união, sabíamos que estávamos juntas. Todo mundo se ajudando, as mais velhas ajudando as menos experientes e o resultado está aí. O mais importante é ter tranquilidade e confiar no que sei fazer, treino isso todo dia. A visão que o Zé tem de fora de quadra é diferente, é importante escutar, sempre tem algo para melhorar. Tivemos muita coletividade, seguimos nos motivando para avançar. É incrível, estamos na final agora", afirmou Julia em entrevista ao Sportv.

Após perder por 25 a 14 no primeiro set, o Brasil devolveu e sobrou no set seguinte, com placar de 25 a 18. O terceiro set foi o mais emocionante da partida e terminou com virada e vitória brasileira por 26 a 24. A classificação na semifinal veio com o placar de 25 a 19.

O Brasil havia vencido por 3 a 0 na primeira fase, mas a Sérvia chegou embalada pela vitória sobre os Estados Unidos, atuais campeãs olímpicas, nas quartas de final. Após longos sets e muita emoção na disputa contra o Japão, o Brasil voltou a ter um cenário difícil na semifinal.

O JOGO

O Brasil saiu atrás da Sérvia na disputa, mas apostando em bons saques conseguiu igualar as europeias. A primeira vez que as brasileiras ficaram na frente foi com um belo bloqueio da Gabi, que fez 8 a 7. A Sérvia retomou o controle do jogo, aproveitou uma sequência de pontos para abrir cinco pontos no set.

O Brasil ficou nervoso em quadra, cometeu sequência de erros com Julia Bergmann e Gabi, o que deu nove pontos de vantagem para as europeias. Após alguns pontos tímidos brasileiros, a Sérvia seguiu pontuando com tranquilidade e fechou o primeiro set por 25 a 14.

Após o desempenho ruim no primeiro set, o Brasil voltou com dificuldades para a quadra e permitiu que as sérvias abrissem vantagem mais uma vez. Um belo bloqueio de Carol fez com que o Brasil encostasse em 7 a 8. O Brasil empolgou após o lance e conseguiu virar o jogo, abrindo 14 a 10. Julia, que havia errado muito no primeiro set, se reencontrou em quadra e fez pontos importantes.

O técnico da Sérvia pediu tempo. O jogo parecia outro e a seleção brasileira soube aproveitar o bom momento na partida, abrindo sete pontos de vantagem. Após vitória fácil das adversárias no primeiro set, o Brasil devolveu o troco na mesma moeda, com folga. A Sérvia conseguiu diminuir a diferença com uma sequência na reta final, mas o Brasil confirmou o set por 25 a 18, com mais um belo ponto de Carol.

A Sérvia recuperou o bom vôlei e também saiu na frente no terceiro set, abrindo logo seis pontos de vantagem, chegando a 8 a 2. Irritado, Zé Roberto Guimarães esbravejou para o time brasileiro, que iniciou uma reação diminuindo a desvantagem para três pontos. A desvantagem seguiu caindo e chegou a ficar em um ponto, 14 a 13.

O jogo ficou mais disputado do que nunca e os times chegaram na reta final do set separados por poucos pontos. O Brasil alcançou o empate em 22 a 22, colocando muita emoção na quadra. O ataque sérvio foi para fora e a virada brasileira veio no ponto seguinte. Com cravada de Julia Bergmann, o Brasil chegou a 24, mas a Sérvia não deixou escapar. Em um rally sensacional, que durou 27 segundos, o Brasil conquistou ponto fundamental com Julia Bergmann. O ponto seguinte veio após sobra na rede e o Brasil fechou o set por 26 a 24, abrindo 2 a 1 na partida.

A vitória de virada em um set disputado levantou o moral da seleção brasileira, que saiu na frente pela primeira vez no quarto set. Estreantes em competição internacional, Kisy e Julia Bergmann chamaram a responsabilidade. Raridade, Stevanovic errou um ataque livre no quarto set e mandou para fora. O Brasil mostrou boa inversão de bola e seguiu liderando a partida

Um rally de 40 segundos vencido pela Sérvia diminuiu a vantagem para 9 a 10. O Brasil começou a se impôr no set e abriu 15 a 11 com mais um ponto de Bergmann. O técnico Danielle Santarelli ficou bastante irritado quando o Brasil abriu 18 a 12 em um erro bobo do seu time.

O 20º ponto brasileiro veio em ponto espetacular de Gabi, que continuou fazendo tudo em quadra e encaminhou o Brasil para a bola do jogo. As sérvias endureceram na reta final, fizeram dois pontos seguidos, mas um erro no saque colocou o Brasil na final da Liga das Nações. O quarto e último set terminou 25 a 19 para o Brasil.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.