Seleção brasileira tenta dar fim a jejum de títulos de quatro anos

Atual tricampeão do torneio, Brasil inicia participação no Mundial da Polônia, que começa neste sábado, como coadjuvante

Alessandro Lucchetti, O Estado de S. Paulo

30 de agosto de 2014 | 07h00

É estranho uma seleção tricampeã chegar a um Mundial como coadjuvante. Mas é essa exatamente a situação do Brasil, que vive um jejum de títulos no vôlei masculino que já dura quatro anos. A última conquista foi justamente no Mundial de 2010, na Itália. Pode parecer pouco, mas o vôlei tem um calendário carregado, com ao menos uma competição internacional todos os anos, a Liga Mundial, além da Olimpíada e da Copa do Mundo.

A 18.ª edição do Mundial, que começa neste sábado, na Polônia, é mais uma oportunidade de redenção para o time do técnico Bernardinho, que sofreu bastante em seu último teste importante, a Liga Mundial. O Brasil correu sério risco de não se classificar para a Fase Final, mas reagiu e foi vice-campeão, perdendo a decisão para os Estados Unidos.

O Brasil faz parte do Grupo B, com sede em Katowice, e terá como adversários, pela ordem, Alemanha, Tunísia, Finlândia, Coreia do Sul e Cuba. A estreia será na segunda-feira. Os quatro primeiros de cada grupo avançam à fase seguinte.

Ao longo desse período de jejum, o Brasil teve diferentes algozes. Na Copa do Mundo de 2011, perdeu para Sérvia, Cuba e Itália. Na Olimpíada, foi superado na final pela Rússia, que bateu o Brasil também nas finais da Liga Mundial de 2011 e 13. Por fim, os EUA derrotaram o time de Bernardinho na final da Liga deste ano. Longe de ser a potência invencível de anos atrás, o Brasil tenta aproveitar momento em que nenhuma equipe detém hegemonia.

“No vôlei, atualmente, não existe apenas um favorito, mas quatro, cinco ou seis equipes que estarão brigando pelo título. Dessa forma, o Mundial será um campeonato muito difícil, e ainda mais por ter muitos jogos em poucos dias”, diz Lucão. Se o Brasil chegar à final, vai disputar 13 jogos em 21 dias.

Muito criticado ao longo da Liga – a seleção chegou a perder três vezes para o Irã – o Brasil promete ao menos empenho. “Estamos trabalhando forte todos os dias para tentar voltar a ser a seleção brasileira que todos acompanhavam na geração passada”, diz o oposto Wallace.

A largada será dada de forma grandiosa – a Polônia recebe a Sérvia no Estádio Nacional de Varsóvia, com capacidade para 62 mil torcedores. O Estádio foi construído para a Eurocopa de 2012.

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