Seleção de vôlei exalta paciência em novo triunfo

As jogadoras da seleção brasileira feminina de vôlei e o técnico José Roberto Guimarães apontaram a paciência como fator fundamental para que a equipe conquistasse a segunda vitória na fase final do Grand Prix. Nesta quinta-feira, em Sapporo, o Brasil derrotou o anfitrião Japão por 3 sets a 0, com parciais de 25/21, 25/22 e 25/17, e se consolidou na liderança da competição.

AE, Agência Estado

29 de agosto de 2013 | 11h21

"Nossa recepção não foi das melhores hoje, mas tivemos paciência. O Japão tem uma precisão incrível para usar o bloqueio adversário. Elas estavam quebrando muito o ritmo e isso dificultou nossas ações. No entanto, a equipe soube se portar bem nos momentos decisivos", analisou Zé Roberto.

A opinião foi compartilhada pela oposto Sheilla, que exaltou a importância do Brasil liderar a fase final do Grand Prix após duas rodadas. "Sabíamos que seria um jogo de paciência. O Japão defende muito. É um time chato de se enfrentar. Conseguimos crescer durante a partida. É importante já termos seis pontos em um campeonato de pontos corridos", afirmou.

Já a ponteira Gabi, de apenas 19 anos, destacou a tranquilidade apresentada pelas jogadoras brasileiras diante das japonesas. "O segredo do confronto de hoje foi paciência. As japonesas têm muito volume de jogo. O Zé Roberto nos avisou que a partida seria disputada ponto a ponto e que precisaríamos de tranquilidade. E foi isso que aconteceu. Conseguimos a vitória porque soubemos nos manter tranquilas", disse.

Gabi, aliás, foi a maior pontuadora da seleção brasileira diante do Japão, com 19 pontos, e acabou recebendo elogios de Zé Roberto. "Ao longo dos anos temos experimentado um time mesclado com jogadoras jovens e outras experientes. Tivemos o aparecimento da Gabi que veio nos ajudar muito. Ela é talentosa e tem a cabeça no lugar. Hoje, ela foi fundamental, principalmente nos momentos decisivos", afirmou.

O Brasil volta a entrar em quadra nesta sexta-feira, às 3h30 (horário de Brasília), quando vai enfrentar a seleção italiana. Apesar das adversárias terem perdido os dois jogos que disputaram na fase final do Grand Prix, Zé Roberto negou que a partida seja fácil.

"A Itália apesar de ter duas derrotas é sempre um adversário perigoso. Elas têm duas excelentes atacantes de ponta, a Sorokaite e a Costagrande, além de uma oposto com quase dois metros, a Diouf. As italianas estão sentindo a falta das meios que estão jogando pouco. Temos que marcar bem as bolas de ponta, além de tocar pelo menos nas bolas da Diouf. Para isso, vamos precisar sacar bem", comentou.

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