Seleção feminina estreia no Mundial, e técnico quer time a 110 por hora

Seleção feminina estreia no Mundial, e técnico quer time a 110 por hora

Bicampeã olímpica, equipe estreia no Mundial da Itália contra a Bulgária, às 15 horas (de Brasília), em busca do único ouro que falta

Amanda Romanelli, O Estado de S. Paulo

23 Setembro 2014 | 05h00

A seleção feminina de vôlei entra em quadra nesta terça-feira, às 15 horas (de Brasília), em Trieste, para colocar à prova sua hegemonia. Bicampeã olímpica, a equipe brasileira busca o inédito título mundial, após duas pratas.

José Roberto Guimarães exige que suas comandadas comecem no torneio a “110 por hora”. A preocupação se justifica: apesar do favoritismo da seleção, o técnico vê o Brasil diante de confrontos muito difíceis nas duas fases iniciais.

Um exemplo é a partida de estreia. Uma das pouquíssimas derrotas do Brasil nos últimos dois anos ocorreu contra as búlgaras, ano passado, no Grand Prix, encerrando uma invencibilidade de um ano.

Além da Bulgária, apenas duas equipes venceram a seleção em torneios oficiais desde a Olimpíada de Londres. Neste ano, a Rússia derrotou o Brasil no Torneio de Montreux e a Turquia ganhou no Grand Prix, o que não impediu que a equipe fosse decacampeã.

Neste Mundial, a seleção enfrenta as turcas ainda na primeira fase (os times se enfrentam no sábado) e deve encontrar as russas, algozes do Brasil na final dos dois últimos campeonatos, na etapa seguinte. 

Desde o fim do Grand Prix, a seleção passou por duas semanas de treino, em Saquarema e em Belluno, já na Itália. “Cuidamos do nosso sistema defensivo e também da velocidade do nosso jogo, do nosso posicionamento. Batalhamos para diminuir o número de erros, e na melhoria dos contra-ataques”, explicou Zé Roberto.

As duas ponteiras da Bulgária, Vasileva e Rabadzhieva, são o foco da equipe. “Elas são ótimas atacantes, principalmente nas bolas altas. A gente sempre sofre contra elas”, admite o técnico, que treinou Vasileva por uma temporada, quando ela defendeu o extinto Vôlei Amil na Superliga 2012/2013, antes de se transferir para a Coreia do Sul.

Também ponta, Jaqueline destacou a força da atacante búlgara e lembrou dos confrontos que teve com ela no Brasil. “Já enfrentei a Vasileva e ela é uma grande jogadora, com muita força de ataque. No entanto, o time delas como um todo tem qualidades. É uma equipe alta, com forte poderio de ataque.”

O Brasil cumprirá mais quatro jogos pelo Grupo B na primeira fase. Na quarta e na quinta-feira, enfrenta adversários contra os quais tem a obrigação de vencer (Camarões, às 12 horas, e Canadá, às 5h30). Na sexta, as meninas folgam, para enfrentar sábado a Turquia e a Sérvia, no domingo - os dois jogos serão às 15 horas. 

A depender da classificação final na chave (passam quatro das seis seleções), o Brasil vai para Modena ou Verona para jogar a segunda fase. Nessa etapa, outro grupo será formado, e a seleção provavelmente enfrentará EUA, Rússia, Tailândia e Holanda.

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