Seleção masculina de vôlei volta ao Brasil e pensa em Londres

Técnico Bernardinho não sabe se fica, mas prevê continuação do sucesso da seleção brasileira; Gustavo, fora

Bruno Winckler, Jornal da Tarde

26 de agosto de 2008 | 15h40

 Sergio Neves/AEBernardinho não sabe se fica mas já pensa em novo planejamento para os Jogos de Londres, em 2012SÃO PAULO -  No desembarque da seleção masculina de vôlei, o técnico não deu pistas se continuará no comando do time após "o encerramento de um ciclo de oito anos". Ele repetiu o discurso que já havia feito após a derrota para os Estados Unidos na final olímpica por 3 sets a 1. "Vou conversar e ver. Se for do interesse de todos, eu continuo. Estou tranqüilo dentro daquilo que quero fazer. Na primeira parte da viagem [de Hong Kong para Toronto], fiquei 14 horas sem dormir, só pensando no que fazer. O que mais me motiva a continuar é a companhia desses atletas. Fazer parte desse grupo. Poder trabalhar com eles e ser um agente do crescimento deles. Segundo é um desafio. Seremos capazes de lutar mais 4 anos e ganhar uma Olimpíada? Espero que essa minha esperança continue e que esses rapazes continuem com a mesma vontade"Sobre a saída de alguns veteranos, como Gustavo e Anderson, o técnico disse que é normal. "Era esperado. Sentiremos muita falta do espírito de liderança dos dois, mas tem muita gente boa na seleção de novos, na Superliga, além de jogadores jovens fora do país. A renovação poderá ser feita com muita qualidade."SEM VERGONHAA derrota na final olímpica por 3 sets a 1 para os Estados Unidos não é encarada como sendo um fracasso pelos jogadores. O líbero Serginho, um dos alicerces da atual geração, disse que se orgulha da medalha de prata. "Não estou frustrado. Estou alegre, mesmo porque, quando as câmeras forem desligadas, eu poderei novamente levar meu filho à escola, ficar velho e poder dizer que conquistei duas medalhas olímpicas, algo que poucos poderão dizer."VELHO FANTASMAO corte do levantador Ricardinho, no Pan do Rio, realizado no ano passado, ainda é assunto. O levantador dos Estados Unidos, Ball, disse que o Brasil sentiu a falta do jogador. Bernardinho, no entanto, rechaçou tal possibilidade. "A saída do Ricardinho não teve influência alguma [na derrota na final olímpica]. A ausência do Ricardo faz falta, sim, pela qualidade que ele tem, mas já perdemos para os EUA numa Copa América, em casa, sem Ball e Stanley [principal atacante dos Estados Unidos], com ele, por 3 sets a 2."

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