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Sem time, Paula Pequeno quer continuar no vôlei brasileiro

Jogadora da seleção brasileira diz que seu empresário mantém contatos com outras equipes do exterior

Agência Estado,

23 de abril de 2009 | 09h26

Paula Pequeno levou um susto com o fim repentino do Finasa/Osasco, clube que defendia havia 10 temporadas. Ainda decepcionada com a quarta derrota consecutiva em finais da Superliga - todas para o Rexona-Ades -, a atacante de 27 anos demonstra preocupação com o futuro do vôlei feminino no Brasil. De acordo com a campeã olímpica em 2008, mercado não é problema.

Melhor jogadora do torneio olímpico de vôlei em Pequim, no ano passado, Paula Pequeno tem lugar em qualquer equipe do mundo. Apesar das propostas do exterior, ela garante que sua prioridade é continuar no Brasil. Mesmo que tenha de deixar o clube que a projetou e foi responsável pelos principais títulos de sua carreira (tricampeã da Superliga e heptacampeã paulista). Mas ainda tem esperança de que surjam patrocinadores para a próxima temporada.

Agência Estado - Como você recebeu a notícia do fim do patrocínio e a extinção da equipe adulta do Osasco?

Paula Pequeno - Levei um susto na hora, foi um baque muito grande. A situação do vôlei feminino no Brasil é realmente preocupante. O Osasco era o maior time entre todos, com a melhor estrutura do País, foi um abalo geral, tanto para a torcida quanto para jogadoras e comissão técnica.

AE - Como reagiram as outras atletas, especialmente as de menos projeção do que você?

Paula - Estou muito preocupada com todas elas, não sei se estavam preparadas para ficar sem a opção de jogar no Osasco na próxima temporada. A pergunta agora é: onde vamos colocar todas essas meninas? Especialmente agora, que estamos sem duas equipes grandes, com a confirmação da saída da Brasil Telecom do Brusque

AE - Seu primeiro impulso foi o de procurar ofertas fora do País?

Paula - Tenho pretensões de ficar no Brasil, essa é a minha prioridade no momento. Mas, se tiver de sair, não quer dizer que eu fugi, abandonei o problema. Já recebi propostas muito boas de fora, graças a Deus.

AE - Ficou uma decepção por ver o vôlei feminino nessa situação um ano após o sucesso na Olimpíada?

Paula - No momento, realmente sinto a perda do clube, ainda estou digerindo a derrota na final da Superliga e a notícia da extinção da equipe adulta. Mesmo se eu não ficar, vou continuar preocupada com esse problema. Essa situação é injusta com o País, que há menos de um ano foi ouro em Pequim.

AE - Já existe alguma negociação em andamento?

Paula - Tenho um empresário e minha situação não deve demorar a ser resolvida. Tenho esperança de que apareçam empresários dispostos a investir para manter a força do esporte em competições nacionais, é uma boa oportunidade. Não tenho preferência por Estado, nem marca.

AE - O surgimento de novos clubes a cada temporada prejudica a identificação com a torcida

Paula - Acaba sendo uma preocupação, mas temos de pensar na oportunidade para novas prefeituras e empresas. Temos de ver a situação sob os olhos dos empresários.

AE - As outras campeãs olímpicas que atuavam no Osasco (Sassá, Carol Albuquerque e Thaísa) já têm propostas de fora do País e podem ir jogar no exterior?

Paula - Acho que sim, acredito que algumas jogadoras já receberam propostas de fora e podem buscar clubes em outros países.

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