Fabio Rubinato/AGF/Divulgação
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Sollys/Nestlé vence e chega à final da Superliga pela 12.ª vez consecutiva

Time de Osasco superou o Vôlei Amil por 3 sets a 0, com parciais de 25/19, 25/16 e 25/20

O Estado de S. Paulo

15 de março de 2013 | 23h27

SÃO PAULO - O Sollys/Nestlé fez valer todo o seu poderio e se classificou para a decisão da Superliga Feminina. Pela 12ª vez consecutiva. O time de Osasco derrotou o Vôlei Amil, de Campinas, por 3 a 0, com parciais de 25/19, 25/16 e 25/20.

Mesmo com o ginásio do Clube Concórdia, em Campinas, lotado, Osasco só teve mais dificuldades devido aos seus próprios erros. O Vôlei Amil simplesmente não conseguia bloquear o adversário - marcou apenas cinco pontos nesse fundamento, contra 11 do adversário. Fernanda Garay, de Osasco, foi a maior pontuadora da partida, com 15 pontos.

Depois do jogo, o técnico José Roberto Guimarães, de Campinas, questionou o sistema de ranqueamento criado pela Superliga. O objetivo do sistema era evitar a formação de super-equipes, como o Leite Moça/Nestlé e a Sadia, por exemplo. No entanto, Osasco concentra cinco jogadoras da seleção brasileira. Campinas tem apenas uma, Fernandinha.

"Foi criado um ranqueamento justamente para que não houvesse desequilíbrio, mas é isso que está ocorrendo. Dessa forma, quem entra sempre vai ter que pensar se vale a pena entrar", disse o treinador, referindo-se aos patrocinadores das equipes que aspirem a romper o duopólio Osasco-Unilever. "A Adenizia entra como se fosse ligada a uma equipe de Osasco com outro CNPJ, e isso não é correto"

De qualquer maneira, Zé Roberto fez um balanço positivo da primeira temporada do Vôlei Amil. "Chegamos à final do Paulista e à semifinal da Superliga e isso é muito positivo em termos de resultado geral para um time de primeiro ano. É claro que poderíamos ter jogado melhor, especialmente no bloqueio e defesa, mas fica a alegria por uma boa temporada para o Vôlei Amil".

O técnico de Osasco, Luizomar de Moura, rebateu as declarações de Zé Roberto. "Falam que temos uma super-equipe, mas ela foi construída. Quando cheguei a Osasco, a Adenízia era a 13ª jogadora, e nem no banco se sentava". Em 11 finais, Osasco tem cinco títulos. No dia 7 de abril, no ginásio do Ibirapuera, vai tentar o sexto. O adversário na final sai do confronto entre Unilever e Sesi. A equipe carioca venceu o primeiro jogo e pode fechar a série hoje, no Maracanãzinho, com nova vitória.

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