Sonho do ouro fez Fernanda Venturini pedir para voltar

Com o desejo de jogar em Pequim, levantadora brasileira envia e-mail ao técnico Zé Roberto

Heleni Felippe, O Estado de S. Paulo

02 de abril de 2008 | 19h45

Fernanda Venturini justificou nesta quarta-feira o seu pedido por e-mail ao técnico José Roberto Guimarães para defender a seleção brasileira feminina de vôlei nos Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto. "Tomei a decisão porque no meu coração veio essa vontade de ganhar uma Olimpíada", explicou a levantadora de 37 anos, que deixou as quadras há um ano. Estrela do vôlei brasileiro, Fernanda Venturini esteve perto do ouro olímpico duas vezes. O melhor resultado que conseguiu foi a medalha de bronze nos Jogos de Atlanta, em 96. Depois, não foi a Sydney/2000, mas voltou à seleção em Atenas/2004, quando o Brasil terminou em quarto lugar. Agora, ela acha que pode ajudar o grupo com sua experiência. "Estive perto dessa medalha. Por isso, eu pensei e falei para ele (Zé Roberto) o que sentia", contou Fernanda, que mandou um e-mail para o treinador da seleção. Mas ele ainda não disse se mudará seus planos - anuncia a lista de convocadas, com 19 nomes, após o final da Superliga, ainda em abril. "Com certeza, ele vai conversar comigo a respeito", disse a jogadora. Fernanda não quis comentar a polêmica que a envolveu, após a Olimpíada de Atenas, e estremeceu o seu relacionamento com Zé Roberto - ela teria discutido erros e acertos da seleção com o marido, o também técnico Bernardinho, o que irritou Zé Roberto. Mas acha que o treinado da seleção feminina não tem nada contra ela. Sem jogar há um ano, Fernanda garante que segue atlética, "mais forte e seca". Vive no Rio, corre na área da Lagoa Rodrigo de Freitas, malha três vezes por semana com um personal trainer, joga tênis outras duas vezes e ainda na ‘rataria’ do vôlei de praia no fim de semana, como chama as partidas sem regras oficiais.  Mas ela explica que não quer ser titular no lugar de Fofão - Carol Albuquerque e Fabíola também fizeram a função de levantadora da seleção nesse ciclo olímpico. "Não quero o lugar de ninguém, até porque estou parada. Mas sou competitiva. É claro que quero jogar, se voltar. Sou movida a desafios, mas também posso ajudar com minha experiência", avisou Fernanda.

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