Superliga feminina 2008/2009 terá disputa em alto nível

Divididas em três equipes, jogadoras que conquistaram o ouro em Pequim estarão em ação na competição

Rafael Vergueiro, estadao.com.br

24 de outubro de 2008 | 10h14

Uma disputa acirrada pelo título com um vôlei de alto nível deve ser a tônica da edição 2008/2009 da Superliga feminina. Das 12 jogadoras que conquistaram a medalha de ouro com a seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de Pequim, nove jogarão a competição, divididas em três equipes, consideradas as favoritas ao título. Veja também: Novas regras internacionais serão implantadas na SuperligaO Rexona/Ades (RJ), atual tricampeão da Superliga, manteve as principais jogadoras na tentativa de manter a hegemonia obtida nos últimos anos. O time conta com a meio-de-rede Fabiana e a líbero Fabi, duas campeãs olímpicas. No banco, ainda tem o consagrado técnico Bernardinho.De acordo com Fabiana, a equipe carioca encontrará mais dificuldades nesta temporada do que nas anteriores. "Este ano a Superliga vai ser bastante equilibrada, muitas equipes já mostram que tem condições de chegar à final", assinalou.Mesmo assim, ela acredita que o Rexona/Ades pode novamente estar na decisão, como aconteceu nas últimas quatro temporadas. "Sabemos das dificuldades, mas estamos dando o máximo nos treinamentos para atingir este objetivo".Quem também está acostumado à rotina de finais é o Finasa/Osasco (SP), que decidiu as últimas cinco Superligas mas foi superado pelo rival do Rio de Janeiro nas últimas três.Para tentar levantar a taça novamente, a equipe paulista contratou dois reforços de peso, que vieram justamente do Rexona/Ades: a meio-de-rede Thaísa e a ponta Sassá, ambas da seleção brasileira. A levantadora Carol Albuquerque e a ponta Paula Pequeno, que também integram a equipe de José Roberto Guimarães, seguem no grupo para esta temporada.Segundo Sassá, é impossível apontar neste momento o principal candidato ao título. "Não há favoritismo. O vôlei brasileiro irá crescer muito com a vinda das outras atletas que atuavam fora do País. Isso irá transformar a Superliga numa competição ainda mais competitiva". INTRUSOO time responsável por trazer de volta ao Brasil atletas da seleção que estavam no exterior é o São Caetano/Blausiegel (SP), que pretende ser o 'intruso' na rivalidade estabelecida entre Rexona/Ades e Finasa/Osasco, que decidiram as quatro últimas Superligas.A equipe do ABC paulista contratou três jogadoras que estavam no vôlei da Itália: a oposto Sheilla, a ponta Mari e a experiente levantadora Fofão, que também acredita em uma competição marcada pelo equilíbrio."Nós estamos correndo por fora, ainda temos que buscar entrosamento, o Finasa e o Rexona estão mais acostumados a chegar às finais, mas penso que podemos ter um bom desempenho", declarou.INÍCIOA primeira partida da competição será na próxima quarta-feira, a partir das 18h30, quando o São Caetano/Blausiegel enfrentará a Brasil Telecom (SC), no Ginásio Lauro Gomes, no ABC paulista (com Sportv).A rodada inicial do primeiro turno da fase classificatória da competição entre as mulheres terá ainda mais cinco jogos, todos na quarta. O Rexona/Ades - equipe com mais títulos na história da competição (cinco no total) e atual campeão - enfrentará a estreante Cativa/Pomerode (SC), às 19 horas, no ginásio do Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro.Outros três jogos começarão às 19h30: Mackenzie/Cia. do Terno (MG) x Vôlei Futuro (SP), no ginásio do Mackenzie Esporte Clube, em Belo Horizonte; Finasa/Osasco x Praia Clube/Futel (MG), no ginásio José Liberatti, em Osasco (SP); e Sport/Maurício de Nassau (PE) x Medley/Banespa (SP), no ginásio Marcelino Lopes, em Recife (PE).

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