Superliga forte promete dar mais força ao vôlei brasileiro

Clubes apostam na presença de estrelas da seleção para fazer competição ser sucesso de público e crítica

Rafael Vergueiro, do estadao.com.br,

28 de outubro de 2008 | 09h35

"Minha expectativa é ver o vôlei explodir no Brasil". Com esta frase, o presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ary Graça, define o que pretende com a incrementada edição 2008/2009 da Superliga, principal competição do esporte no País. Com a presença de 16 atletas que representaram a seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de Pequim, a competição, com início marcado para esta quarta-feira, promete ser a melhor de todos os tempos. Para o cartola, o torneio neste ano tem tudo para ser um grande sucesso, principalmente devido à qualidade dos profissionais que trabalham na área. "Com nossas seleções, somos líderes nos rankings masculino e feminino e historicamente nos tornamos os maiores vencedores de todos os tempos. Já mostramos a qualidade dos nossos técnicos e dirigentes".  Durante evento de inauguração da Superliga 2008/2009, realizado em um hotel na Zona Sul de São Paulo, Ary Graça também fez questão de ressaltar o alto nível técnico que terá o torneio nesta temporada.  Segundo o dirigente, os brasileiros que integram a seleção só jogam fora do País atualmente se realmente não estiverem dispostos a atuar no vôlei nacional. "Todos que estão lá tiveram propostas maravilhosas, eu posso garantir, participei das negociações, não houve problema de dinheiro, nós podemos pagar". Ele revelou que Giba, um dos astros do time de Bernardinho, chegou a receber uma proposta de R$ 2,1 milhões do Cimed/Brasil Telecom (SC), e só ficou na Rússia porque tinha um contrato a cumprir. "Mas ele já avisou que no próximo ano vai voltar", declarou. EXPECTATIVAEntre os atletas, também é grande a ansiedade para o início da Superliga. O líbero Serginho, que estava na Itália, reforça o Santander/São Bernardo (SP) e está feliz em retornar à sua antiga casa. "Aqui eu sempre me dei bem". No entanto, ele acredita que os atletas repatriados podem sentir um pouco a diferença do vôlei praticado no Brasil daquele que é jogado na Europa. "É bem diferente, aqui temos muito volume de jogo, enquanto lá para defender uma bola é um sacrifício, o ataque é mais forte". Para André Nascimento, que vem também o voleibol italiano para reforçar o Vivo/Minas (MG), outro fator que ainda distancia o Brasil da Europa é a organização. "Lá as pessoas adquirem ingressos um ano antes e dificilmente vemos os ginásios vazios". De acordo com Mari, outra atleta que estava na Itália e agora defenderá o São Caetano/Blausiegel (SP) no feminino, é difícil por enquanto fazer qualquer tipo de comparação. "O nosso campeonato melhorou muito agora com a volta das jogadoras da seleção, mas lá ainda a disputa é mais acirrada, tem mais times fortes", destacou.  

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