Wander Roberto/Inovafoto/CBV
Wander Roberto/Inovafoto/CBV

Superliga masculina de vôlei traz novidades para a fase final

Decisão da competição será realizada em melhor de cinco jogos; a partir da semifinal clubes terão o recurso do desafio

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

24 Outubro 2018 | 05h04

O atual campeão Sada Cruzeiro enfrenta nesta quarta-feira, às 19h30, o Vôlei Renata na abertura da 25.ª edição da Superliga de vôlei. São 12 times no masculino, que já entram em ação a partir de agora, e 12 no feminino, em um torneio que começa apenas no dia 13 de novembro, para acompanhar o calendário internacional da modalidade. O Mundial feminino acabou no sábado no Japão enquanto o masculino foi realizado semanas antes, entre os dias 9 e 30 de setembro.

A principal novidade desta edição da Superliga é o retorno da decisão no formato de playoff. Se a final deste ano foi realizada em dois jogos, com golden set para definir o campeão, no ano que vem será em melhor de três partidas no feminino e cinco no masculino, um pedido antigo das equipes que participam do torneio.

“Temos como principal mudança a volta dos playoffs. Tivemos novamente a condição de finalizar a temporada com isso, então teremos melhor de três jogos nas quartas de finais, cinco jogos nas semifinais e cinco na final, algo que não acontece há mais de dez anos”, explica Renato D’Avila, superintendente de competições de quadra da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).

Vale lembrar que a Superliga de vôlei chegou a ser decidida em jogo único, por exigência da televisão, e isso muitas vezes incomodava os torcedores. Mas, depois de muita negociação, a CBV conseguiu promover o retorno dos playoffs. “A gente acredita que isso acrescente uma boa dose de emoção na fase final, pois é uma coisa que os clubes queriam há um bom tempo e conseguimos viabilizar”, conta D’Avila.

A competição masculina terá a participação de Sada Cruzeiro (MG), Sesi-SP, Sesc RJ, EMS Taubaté Funvic (SP), Fiat/Minas (MG), Vôlei Renata (SP), Corinthians-Guarulhos (SP), Caramuru Vôlei (PR), Copel Telecom Maringá Vôlei (PR) e São Judas Voleibol (SP), além de duas equipes que vieram da Superliga Série B: São Francisco Saúde/Vôlei Ribeirão (SP) e Vôlei UM Itapetininga (SP).

D’Avila lembra que a competição fará o uso da tecnologia para suas fases mais agudas. “Nós mantivemos a condição de ter o sistema de desafio, que tira dúvida das bolas marcadas pela arbitragem. As equipes podem desafiar e isso faz o jogo ser mais correto e ter decisões mais acertadas. Esse desafio vai ser utilizado somente a partir das semifinais”, afirma.

Outro ponto importante é a transmissão televisiva. A CBV tem o objetivo de transmitir todas as partidas da competição em um futuro próximo e fará isso na tevê aberta, fechada e por streaming, no site Globoesporte.com e Canal Vôlei Brasil, da CBV, em parceria com a TV NSports.

“A gente considera que é uma temporada com uma cobertura muito maior. Teremos várias transmissões via streaming, além da tevê aberta com a Gazeta e na fechada com o SporTV. Estamos chegando muito perto de ter uma cobertura de 100% dos jogos, que é uma meta ambiciosa que a gente pretende alcançar, seja nesta temporada ou na próxima”, diz D’Avila.

A partida desta noite, que será disputada no ginásio do Taquaral, em Campinas, é válida pela sexta rodada da Superliga masculina. O jogo foi antecipado, pois os mineiros do Sada Cruzeiro, campeão das cinco últimas edições, vão disputar o Mundial de Clubes, entre 26 de novembro e 2 de dezembro. O torneio será na Polônia.

DESTAQUES

A Superliga terá início com a presença de atletas campeões olímpicos, vice mundiais e estrangeiros de peso. O Corinthians-Guarulhos conta com o experiente líbero Serginho. O EMS Taubaté Funvic tem Douglas Souza, destaque do Brasil no Mundial, o central Lucão, Lucarelli e os argentinos Uriarte e Facundo Conte. Já o campeão Sada Cruzeiro tem o central Isac e o francês Kévin Le Roux.

“É uma grande vitória dos clubes e de seus patrocinadores conseguir manter atletas de ponta jogando no Brasil. Temos mais de 90% dos campeões olímpicos e vice mundiais atuando no País, o que mostra o poder do investimento e a estrutura do voleibol brasileiro. É motivo de muito orgulho poder conviver com esses atletas e poder observá-los nos ginásios nesta temporada”, comentou D’Avila.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.