Surpreendente, Brusque reúne novatas e 'esquecidas'

Time montado pelo ex-levantador Maurício Thomas é o destaque na retomada da Superliga Feminina de Vôlei

Heleni Felippe, O Estado de S. Paulo

09 de janeiro de 2008 | 19h38

O time montado pelo ex-levantador Maurício Thomas, técnico da Associação Atlética de Brusque (SC), é a principal surpresa da Superliga Feminina de Vôlei, que será retomada nesta quinta-feira, com o início do segundo torneio. A fórmula é simples: juntar veteranas e novatas e resgatar jogadoras brasileiras que estavam "esquecidas" no exterior ou se recuperando de problemas físicos. Da Eslováquia, trouxe a meio-de-rede Edna. A ponta Luciana Adorno veio da Coréia. A líbero Verê, ainda em recuperação de cirurgia na coluna na época da contratação, chegou de Portugal. A ponta Verônica veio após ser mãe. A ponta Érika, estrela do grupo, estava no italiano Chiari. "Resgatamos a auto-estima dessas meninas", diz Maurício, de 33 anos, que se define como um ex-jogador mediano. Pertence à geração de Ricardinho e atuou até os 22 anos, quando deixou as quadras para estudar Educação Física. Érika, de 27 anos, bronze na Olimpíada de Sydney (2000), é uma das veteranas do grupo, que ainda tem a levantadora Fabiana Berto (de 31 anos), Kika (37) e Karin Rodrigues (35). Mas quem se destaca no time são as novatas Edna, meio-de-rede de 24 anos, e Lia, oposto de 22 anos, que estão entre as primeiras nas estatísticas da Superliga. A catarinense Edna Schlindwein, de 1,87 metro, é a segunda melhor bloqueadora do torneio, com eficiência de 32,79%. Lia, que se chama Juliana Castro - ganhou o apelido num time em que tem duas xarás -, é a segunda maior pontuadora, com 76 acertos. "Elas se tornaram revelações da Superliga em suas posições. Evoluíram muito no torneio e são gratas surpresas para o vôlei. É importante o vôlei feminino descobrir isso num momento de renovação", observa Maurício, que já foi assistente-técnico de Isabel, William e Luizomar Moura, além de assistente de treinamento de Bernardinho. Edna, que passou dez meses da última temporada no OMS Senica, da Eslováquia, define o time de Santa Catarina como "guerreiro e companheiro" e a boa temporada "aos muitos treinos duros". Sempre treinou muito bloqueio, mas nunca chegou a liderar uma estatística, como agora. Espera que a Superliga seja um espelho para o sonho de um dia atuar na seleção. Edna acha positiva a mescla de veteranas e novatas. "Desde o início, o Maurício disse que confiava no grupo", recorda-se. "Sempre achei que daria certo. As mais experientes passam coisas positivas para as mais novas." A carioca Lia, que atuou no Minas Tênis na última temporada, está motivada com o destaque que vem ganhando na competição. "O trabalho é bem-feito e vem dando resultados", diz Lia, fã de Leila, atualmente jogando na praia, canhota como ela. Brasil Telecom/Brusque e Finasa/Osasco repetem nesta quinta-feira a final do primeiro torneio (Osasco venceu por 3 a 2), na rodada que abre o segundo torneio, às 19h30, em Brusque (com transmissão da SporTV).

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