Técnico do Osasco teme por futuro do vôlei brasileiro

No início da última edição da Superliga, em outubro do ano passado, o voleibol nacional se vangloriava com a possibilidade de ver os principais jogadores do Brasil atuando nas quadras do País. Eram sete vice-campeões olímpicos em Pequim entre os homens e nove campeãs na capital chinesa entre as mulheres.

AE, Agencia Estado

21 de abril de 2009 | 16h37

Mas, após o fim da competição, o esporte se vê em maus lençóis com a extinção do vice-campeão Finasa/Osasco, que tinha no elenco quatro medalhistas de ouro (Paula Pequeno, Carol Albuquerque, Sassá e Thaísa) e outras atletas promissoras, como Natália, Ana Tiemi, Adenízia e Camila Brait, todas pré-convocadas por José Roberto Guimarães para a seleção brasileira.

"Para o voleibol é triste, porque não sabemos o que vai acontecer", afirmou nesta terça-feira o técnico do time de Osasco, Luizomar de Moura, em entrevista ao SporTV. Ele e a comissão técnica também perderam o emprego com o fim do Osasco.

O vôlei é um dos esportes que mais faturou medalhas para o Brasil nas últimas edições das Olimpíadas. Desde Barcelona, em 2002, o masculino trouxe dois ouros e uma prata, enquanto o feminino conquistou uma medalha dourada e duas de bronze.

"O vôlei é hoje o cartão de visita do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), um exemplo para outras modalidades, e isso certamente nos dá credibilidade para conseguir outros patrocinadores. Vamos torcer para que alguém abrace esta ideia", torce Luizomar.

DEBANDADA - Neste momento, o maior risco que corre o volêi brasileiro é o da saída de jogadoras para o exterior. Países como a Itália e a Rússia sempre mostram interesse em atletas do Brasil, o que pode enfraquecer novamente a liga nacional.

"Acredito que a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) deve estar pensando em como resolver esta situação", afirma Luizomar, que não descarta a possibilidade de também ir para o voleibol europeu.

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