Vôlei: Brasil, humilde, em Portugal

Com o desfalque do levantador Maurício, a Seleção Brasileira Masculina de Vôlei joga neste sábado e domingo contra a Seleção de Portugal, no Porto, pela segunda rodada da Liga Mundial. A partida está marcada para às 14h, com transmissão da Globo e SporTV. Maurício foi dispensado desta etapa por causa do nascimento de sua filha, Maria Eduarda, mas deve voltar a integrar o grupo semana que vem, em Goiânia, quando os brasileiros jogam contra os poloneses. O titular em Portugal deve ser Ricardinho. "Tanto ele quanto Marcelinho estão bem, mostraram eficiência no Torneio da Itália (torneio amistoso em que o Brasil foi campeão). Claro que sabemos que não vai ser fácil. Portugal é um time que cresceu muito tecnicamente de um ano para cá", afirma o técnico Bernardo Rezende. O central Gustavo concorda: "Existe uma pressão muito grande por sermos favoritos, mas acho que somos tão favoritos quanto Itália, Rússia e Iugoslávia. Precisamos tomar cuidado com Portugal porque eles já ganharam da Polônia na primeira rodada e surpreenderam muita gente." Segundo Bernardinho, o favoritismo brasileiro é um fator que atrapalha o grupo: "Olhe a Seleção de futebol, por exemplo. Todas as vezes que o grupo chegou desacreditado, como dessa vez, foi bem na competição. Com a gente acontece o contrário, a expectativa é muito alta." Com um grupo vencedor de cinco entre seis competições da temporada passada, e que já conquistou um título em um torneio da Itália, o treinador faz o caminho inverso de Felipão - que usou como motivação as críticas que recebeu desde as eliminatórias da Copa. "Em relação à temporada passada, que foi excelente, minha motivação é por aquilo que ainda está por vir. Minha motivação é carregar esse fardo de favorito e fazer do time o melhor possível", desabafa. No final de junho do ano passado, quando a Seleção de Vôlei conquistou o título da Liga Mundial após oito anos, a Seleção comandada por Luiz Felipe Scolari sofria nas eliminatórias da Copa do Mundo. Bernardinho foi muito questionado sobre o que Felipão deveria fazer para fazer do grupo um time vencedor. "Não era uma comparação justa. Eu tinha um mês para treinar o grupo quando ele tinha apenas alguns dias. Quando o Felipão conseguiu tempo para treinar o time, conseguiu ótimo resultado", diz. "Ele é um cara muito transparente, muito simples e que batalha pelo que quer", emendou Bernardinho. E o que o técnico da Seleção de vôlei tem a ver com o da Seleção de futebol? "Temos a mesma vontade de vencer, a mesma dedicação", conclui.

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