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Marcelinho inaugura programa de trainee da CBV e quer trabalhar com gestão no vôlei

Multicampeão pela seleção brasileira masculina conheceu diferentes setores da federação e vem atuando na área de competições

Pedro Ramos, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2021 | 15h00

O ex-levantador da seleção brasileira Marcelinho continua ligado ao vôlei, mesmo depois de ter se aposentado, em 2018. Há dois anos, ele fez uma pós-graduação em gestão e marketing esportivo e, em agosto deste ano, se tornou o primeiro aluno do programa de trainee da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV)

O curso vai até o fim deste mês e busca apoiar o atleta de vôlei que encerrou sua carreira, cursou ou está cursando faculdade e gostaria de entrar no mercado de trabalho, mas ainda não possui experiência. Marcelinho se mostra empolgado com a nova fase da carreira.

"Quero aprender. Esse momento de parar de jogar é sempre difícil para o atleta. Quando você para de jogar, fica um vazio muito grande. Eu joguei até os 44 anos e, antes disso, já estava me preparando para aposentadoria. A CBV então me chamou para esse projeto de trainee", conta o ex-levantador, que foi vice-campeão olímpico, dentre várias outras conquistas na seleção.

No programa, Marcelinho conheceu diversas áreas da federação, como os setores de marketing, jurídico, recursos humanos, vôlei de praia e seleções. Ele está mais voltado para a área de competições de quadra, que engloba Superliga, Copa Brasil e outros torneios da CBV. Ele participou ainda de reuniões sobre diferentes temas necessários para montar um torneio, desde o regulamento até a estrutura da arena.

"O atleta tem de estudar, investir nisso e nele. É importante saber como tudo funciona. O que me chamou mais atenção foram as competições. Me fascinou isso de saber o passo a passo. Como atleta, a gente não tem noção dessas partes, de tudo que envolve uma disputa", explica.

O Campeonato Sul-americano realizado em setembro foi a sua primeira competição nesse novo momento profissional do ex-atleta. A experiência positiva animou ainda mais Marcelinho em seguir nesse caminho. "Agora do lado de cá, valorizo mais essas coisas porque as pessoas aqui dentro fazem com amor enorme tudo isso. Alguns ex-companheiros de seleção brasileira me perguntaram sobre o programa de trainee e eu incentivei (a fazer)".

Marcelinho quer colocar o conhecimento adquirido em prática, mas ainda não traça planos para 2022. "Quero trabalhar na área de gestão. Me preparei e agora é esperar conversar com a CBV para ver os próximos passos".

Além do programa de trainee, a CBV conta com o "Jornada nas Estrelas", que tem foco especial no momento de transição, com o objetivo de apoiar o atleta que encerrou sua carreira há pouco ou que já está próximo de se aposentar. A primeira turma contou com nomes como as medalhistas olímpicas Juliana, do vôlei de praia, e Fernanda Garay, da quadra. A ex-jogadora e atual CEO da CBV, Adriana Behar, destacou a importância dos dois projetos para preparo e suporte profissional.

"O objetivo com os dois programas é preparar e apoiar atletas que encerraram a carreira há pouco tempo ou estão próximos desse momento. Queremos ajudar a pavimentar uma estrada mais tranquila e segura para novas gerações de atletas e gestores. Que permita mais mulheres em posições de liderança, por exemplo". 

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