João Pires|Fotojump
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Vôlei Nestlé aposta em sérvia vice-campeã olímpica e Tandara como ponteira

'São jogadoras que podem agregar muito nesse momento', diz técnico Luizomar

Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

08 de setembro de 2016 | 13h14

O Vôlei Nestlé apresentou nesta quinta-feira, no Ginásio José Liberatti, em Osasco (SP), suas principais jogadoras para a temporada 2016/2017. Tandara, Carol Albuquerque e as sérvias Ana Bjelica e Tijana Malesevic, vice-campeã olímpica nos Jogos do Rio, dão força ao grupo que já contava com Camila Brait e Dani Lins para a próxima edição da Superliga Feminina.

O treinador Luizomar de Moura disse que a negociação com as atletas estrangeiras foi concretizada antes da Olimpíada e trabalha para que a dupla se adapte rapidamente e dê mais qualidade para a equipe paulista. "São duas jogadoras jovens, que estão buscando espaço dentro das principais ligas do mundo. O vôlei sérvio é muito parecido com o brasileiro, de velocidade e força. Jogadoras que couberam dentro do orçamento e podem agregar muito nesse momento", afirmou.

A ponteira Malesevic, que disputou a última temporada no vôlei italiano, está entusiasmada com sua mudança para o Brasil e acredita que paciência é a palavra-chave para conquistar o entrosamento com o grupo. "Sei que esse clube tem grande história. Antes de vir, me falaram dos objetivos de estar no topo. Com certeza vamos precisar de algum tempo para nos acostumar, mas nos próximos meses vamos conseguir. Assim como qualquer outro time, precisamos de tempo para jogar bem."

A consolidação de Tandara exige algumas mudanças estratégicas de Luizomar. "É uma jogadora que está sendo trabalhada novamente de ponteira, foi assim em 2012. A Gabi, a Malesevic e a Clarisse podem fazer o papel de deixar a Tandara muito mais solta para atacar. Vôlei moderno acontece isso", explicou.

E a jogadora, que vinha atuando como oposta, promete bastante empenho nessa passagem pelo clube. "Todos os anos que trabalhei com o Luizomar foram de vitórias, vou dar o meu melhor para que esse ano também seja vitorioso, possa fazer uma Superliga muito boa e que termine da melhor maneira possível."

O técnico promoveu ajustes na equipe após a saída das centrais Thaísa e Adenízia, que trocaram o Brasil por Turquia e Itália, respectivamente, e vê a reformulação com naturalidade. "São jogadoras que perdemos para o vôlei internacional, quando a jogadora também quer viver essa experiência fica difícil segurar. A Thaísa já vinha sendo assediada havia alguns anos pelas principais ligas e a Adenízia queria viver a experiência internacional, outra cultura. São jogadoras de difícil reposição, mas não serão nossas adversárias, isso nos conforta um pouco", comentou.

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