Vôlei: seleção feminina ganha time B

Marco Aurélio Motta precisa renovar a seleção brasileira feminina de vôlei. Este ano, poderá contar esporadicamente com Virna e Fofão, mas perdeu Leila para o vôlei de praia. De olho nas Olimpíadas de 2004 e 2008, o técnico ?criou? uma seleção B, inédita no Brasil, com dez atletas de 20 a 22 anos. Com o início da temporada de clubes, as jogadoras voltaram para seus times, mas algumas podem ser chamadas para treinar com a seleção principal na época de competições internacionais: o Grand Prix, na China (agosto), o Sul-Americano, na Argentina (setembro) e a Copa dos Campeões, no Japão (novembro). ?Temos menos renovação que o masculino. Mas, em vez de sentar na calçada e chorar, pus a mão na massa. Com a seleção B e o juvenil teremos uma boa safra para trabalhar?, explica Marco Aurélio. Ele também vai aproveitar atletas reveladas pelo antigo técnico, Bernardinho, como Elisângela, Érika, Raquel, Walewska e Janina, entre outras, que estão em Santa Fé, na Argentina, para a disputa do Torneio Classificatório para o Mundial da Alemanha, em 2002. A seleção estréia sexta-feira, às 19 horas, contra o Peru. A seleção B é um projeto ?sem preconceito?. Aposta também em atletas que nunca passaram por seleções de base ou ficaram na reserva na última Superliga, como Ednea e Juciely. A seleção B treinou dois meses no Rio (com as jogadoras do grupo principal). ?O processo foi acelerado. Elas ganharam em técnica e confiança. Em dois meses, cresceram mais do que em dois anos nos clubes.?Por acaso ? Após a derrota do Brasil para Cuba na semifinal da Olimpíada de Atlanta, em 1996, Ednea, de 20 anos, telefonou para a Prefeitura de Sorocaba. Queria informações sobre o já extinto time do Leites Nestlé. ?Gostava da Ana Moser e queria fazer alguma coisa?, lembra a atacante, que apesar de toda a vontade, não pensava em ser atleta. ?Queria ser recepcionista.? Na semana seguinte, foi com o pai para Sorocaba, tentar uma vaga nos treinos do juvenil. ?Ele dizia que pobre não tem sorte, mas foi.? Ednea começou a treinar três vezes por semana. Atuou no BCN e Ipiranga. ?Era muito ruim. Ainda hoje tenho de fazer mais que as outras, pois comecei tarde.? Na temporada passada, jogou como ponteira no São Caetano. Na seleção, foi colocada no meio. ?Não é que ele tem razão?? Juciely, de 20 anos e 1,83 metro, ex-Macaé, a pedido de Marco Aurélio passou de meio-de-rede a oposta. ?Fiquei desconfiada, mas agora só faço o que ele diz.? Na próxima temporada jogará no MRV/Minas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.