Vôlei: show de organização no futebol

A diferença é gritante: enquanto o técnico da seleção brasileira de futebol, Luiz Felipe Scolari, terá somado 16 dias com o grupo completo quando estrear na Copa do Mundo, na Coréia do Sul, contra a Turquia, às 6 horas de segunda-feira, o treinador da seleção brasileira masculina de vôlei, Bernardo Rezende, o Bernardinho, terá 121 dias para preparar o time até o primeiro jogo do Campeonato Mundial, dia 29 de setembro, na Argentina, contra a Venezuela ? além de dois torneios preparatórios. A equipe de Scolari apresentou-se no dia 12 de maio. Roberto Carlos (Real Madrid), Lúcio (Bayer Leverkusen), Luizão e Anderson Polga (Grêmio) e Dida e Vampeta (Corinthians) só se juntaram ao grupo no dia 17. Bernardinho começou a treinar sua equipe no dia 22 de abril e nesta quinta-feira teve o time completo: André Nascimento, Dante e Henrique ? campeões da Superliga pelo Telemig/Minas ? reapresentaram-se após alguns dias de folga. ?É um absurdo tão pouco tempo para treinar para a Copa. Ainda mais com a importância que o futebol tem para o Brasil?, opina o meio-de-rede Gustavo. Sem Giovane e Maurício, a equipe viaja nesta sexta-feira para um torneio amistoso na Itália, entre os dias 2 e 9, contra seleções fortes como a dos Estados Unidos, Iugoslávia, Rússia, Itália e Holanda. Os americanos serão os rivais de estréia, segunda-feira, em Ancona. Bem diferente do time de Felipão, que em 2002 disputou amistosos com times fracos como a da Malásia, Islândia, Arábia Saudita, Bolívia e um combinado da Catalunha. Bernardinho afirma que o torneio italiano é a única oportunidade de disputar amistosos antes da estréia na Liga Mundial, de 28 de junho a 18 de agosto. A competição, cujas finais serão no Brasil, é preparatória para o Mundial. Bernardinho admite que não interessa à equipe enfrentar times de segundo ou terceiro escalão. ?Não nos serve como treino.? Em 2001, a seleção masculina de vôlei venceu a Liga Mundial, o Sul-Americano, o classificatório para o Mundial, uma competição amistosa na Itália e a Copa América. O único título que escapou foi o da Copa dos Campeões, em que foi vice. ?Se nosso treino coletivo já é forte, os amistosos precisam ser ainda mais puxados?, diz Gustavo, que prefere jogar contra times de ?tradição?. ?Não podemos perder tempo com joguinhos?, completa o levantador Ricardinho.

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