Divulgação/VipComm
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Volta das estrelas impulsiona vôlei masculino no Brasil

Próxima Superliga terá várias equipes fortes na briga pelo título da principal competição nacional

Fabrício Lima - Jornal da Tarde,

23 de junho de 2009 | 22h15

Emoção, qualidade técnica, ciúmes e muita rivalidade. A temporada 2009/2010 da Superliga masculina de vôlei promete esses ingredientes e mais alguns. Tudo porque o Pinheiros/Sky (SP) resolveu montar um esquadrão estelar. Rodrigão, Giba, Gustavo e Marcelinho estão de volta, notícia que deixou as outras equipes em estado de alerta.

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"Sem dúvidas, o time do Pinheiros é o favorito ao título", garante Giovane Gávio, técnico do Fiesp/Sesi (SP). A repatriação das estrelas é vista com bons olhos pelo campeão olímpico em 1992. "Eu fico contente, feliz. Acho que o vôlei vai crescer."

O retorno dos brasileiros tem motivos. O primeiro deles é a crise econômica mundial. Alguns jogadores teriam de abrir mão de parte do salário lá fora, e isso é coisa quase impossível em qualquer esporte. Além disso, os muitos anos jogando na Europa fizeram a saudade de casa pesar.

José Montanaro, diretor do departamento de vôlei do Santander/São Bernardo (SP), também vê com bons olhos a repatriação de bons atletas. "Não fui só eu que fiquei surpreso. Conseguir montar uma equipe dessa, com proposta a longo prazo, contrato de três anos... Isso no vôlei é um paradigma a ser quebrado", disse.

"Foram bem rápidas essas contratações. Todos os jogadores têm histórias monstruosas no vôlei mundial, com passagens pela Seleção", disse Marcos Pacheco, treinador do Florianópolis/Cimed (SC), bicampeão da Superliga. "Mas as outras equipes se mexeram também. O São Bernardo trouxe o Dante. No Sesi, parece que estão falando em Sidão e Murilo. Há seis equipes fortes hoje."

É inevitável falar sobre o favoritismo do Pinheiros na Superliga. Até porque algumas das estrelas contratadas querem muito superar o campeão Florianópolis. Na apresentação, Rodrigão deixou clara sua vontade de fazer parte de uma das "mais vitoriosas equipes da história."

Para o treinador do Florianópolis, não mudou nada. "Isso é porque somos tricampeões, sendo dois títulos em sequência. Estamos na quinta temporada, mas nas quatro últimas a gente não era o principal favorito. Vamos tratar o Pinheiros como um dos grandes adversários", diz Pacheco. "Se eles estão nos focando? Bom, cada um tem seus objetivos e suas metas."

Apesar de acreditar no favoritismo do Pinheiros, Giovane sabe que estrelas não são sinônimo de títulos. "Em 2003, eu joguei num timaço, no Minas, e não fomos campeões", lembra. "Jogar no clube e na Seleção são coisas diferentes", completa Sérgio Valadares, chefe do departamento de vôlei masculino do Vivo/Minas (MG). "Sabemos que em qualquer esporte é difícil administrar estrelas juntas. Mas, sem dúvida, é o vôlei quem ganha."

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