Zé Roberto critica atuação da arbitragem no tie-break

O técnico José Roberto Guimarães criticou a arbitragem do sul-coreano Kim Kun-Tae na derrota para a Rússia, por 3 sets a 2, na decisão do Mundial de vôlei, neste domingo, em Tóquio. Para o treinador, a atuação do juiz de cadeira no tie-break foi determinante para o resultado do jogo decisivo.

AE, Agência Estado

14 de novembro de 2010 | 14h39

"Estou triste. Acho que o juiz coreano errou a marcação e não deu um ponto de Sheilla. O juiz de linha deu bola dentro. O Brasil ficaria com 8/6, mas, em vez disso, o placar ficou em 7/7. Só há 15 pontos no tie-break, então aquele ponto foi muito importante. Foi muito decepcionante", criticou.

Zé Roberto, que reclamou de outras marcações do árbitro durante o jogo, questionou a escolha de Kim Kun-Tae para apitar a decisão. "A final é disputada no Japão. Por que colocaram um juiz coreano? Deveria ser um juiz japonês. Estou muito triste porque poderíamos ter vencido o tie-break", lamentou.

O treinador, porém, não deixou de reconhecer os méritos da Rússia, que faturou seu sétimo título na competição. "A Rússia jogou melhor. Nós tivemos alternância. Jogamos bem o primeiro e o terceiro sets. Elas, o segundo e o quarto. O tie-break começou igual, mas a Gamova fez a diferença", avaliou.

Zé Roberto também fez questão de elogiar a atuação da seleção brasileira durante todo o torneio. "O Brasil está de parabéns pela campanha. Foram 10 vitórias em 11 jogos. Estamos muito satisfeitos com nosso desempenho na competição, apesar de termos perdido na final, em um tie-break. Agora temos muito o que fazer daqui em diante. Temos muitas jogadores jovens. Se pudermos ganhar mais experiência, poderemos ir bem no futuro", projetou.

Com o fim do Mundial, o próximo grande objetivo da seleção é a Olimpíada de Londres, em 2012, quando buscará o bicampeonato. "Estamos juntos há quatro anos. Estávamos muito bem preparados para este torneio. Acho que o Brasil tem um grande elenco e espero que possamos permanecer juntos para darmos o nosso melhor nos Jogos Olímpicos de 2012", afirmou.

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