Zé Roberto exalta importância do Sul-Americano de Vôlei

Atual bicampeã olímpica, a seleção brasileira feminina de vôlei tem dominado o cenário mundial nos últimos anos - acaba de conquistar o título do Grand Prix. Agora, entra na disputa do Sul-Americano, a partir desta quarta-feira, em Ica, no Peru, como grande favorita. E, apesar de ser uma competição que o Brasil está acostumado a ganhar - ficou com o troféu nas últimas nove edições -, o técnico José Roberto Guimarães tratou de ressaltar a importância de vencer novamente.

AE, Agência Estado

17 de setembro de 2013 | 17h01

No Sul-Americano deste ano, somente o campeão ficará com as vagas na Copa dos Campeões, em novembro, e no Mundial de 2014. Assim, o Brasil precisa confirmar o favoritismo e ficar com o título, alertou Zé Roberto. A estreia brasileira será nesta quarta-feira, contra o Chile, a partir das 17 horas (horário de Brasília). Depois, jogará nos dias seguintes, pela ordem, com Colômbia, Argentina, Venezuela e Peru - o troféu ficará com aquele que somar mais pontos após as cinco rodadas.

"O nível dos times na América do Sul subiu e as equipes melhoraram. Precisamos ter cuidado, o crescimento dessas seleções será visto em quadra. Talvez, do grupo, o Chile seja o adversário mais tranquilo. Já depois, com Colômbia, Argentina, Venezuela e Peru, o nível deve ser melhor. Nosso time terá que jogar bem para ganhar esse Sul-Americano e manter a hegemonia na América do Sul", afirmou Zé Roberto. "O Sul-Americano é a competição mais importante do ano, porque vale vaga para o Mundial e a Copa dos Campeões", completou o treinador.

Uma das jogadoras mais experientes da seleção, a líbero Fabi endossou o discurso do treinador. "Não podemos bobear. Vejo a cada ano uma busca das seleções sul-americanas em renovar seus elencos para montar equipes competitivas visando quebrar a hegemonia brasileira. Qualquer coisa que aconteça diferente do Brasil vencedor será um fato histórico. Entendemos essa responsabilidade e sabemos que vale vaga para duas competições importantes", disse a atleta. "Tenho um lema na minha vida, que título é título. A vitória mais importante é sempre a próxima. Sabemos que o nosso campeonato continental não é tão competitivo, mas essa competição vale hegemonia, título e duas vagas importantes."

Ao todo, o Brasil já disputou 28 edições do Sul-Americano - ficou fora apenas da disputa de 1964 - e chegou à final em todas elas. Foram 17 títulos conquistados, incluindo os últimos nove, e outros 11 vice-campeonatos. E, para manter a hegemonia, Zé Roberto levou força máxima ao Peru, contando ainda com o reforço da ponteira Natália e da levantadora Fabíola, que não estiveram na recente conquista do Grand Prix.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.