Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Zé Roberto Guimarães aprova adiamento da Olimpíada: 'Melhor coisa a ser feita'

Técnico da seleção brasileira feminina de vôlei lembra que algumas modalidades ainda nem contava com todos os classificados

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de março de 2020 | 09h49

A decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI), em conjunto com o governo japonês, de adiar os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 para o ano que vem - a entidade anunciou na segunda-feira que o evento agora terá início em 23 de julho de 2021 - foi aprovada por José Roberto Guimarães, técnico da seleção brasileira feminina de vôlei, que já tem vaga garantida na competição.

Três vezes campeão olímpico - uma com a seleção masculina (Barcelona-1992) e outras duas com a feminina (Pequim-2008 e Londres-2012), Zé Roberto Guimarães disse que "o importante é que tudo se normalize". "Esse adiamento foi a melhor coisa a ser feita. Era o que todo mundo esperava que acontecesse. Era impossível que a coisa não fosse dessa maneira. A quatro meses era impossível que não se adiasse os Jogos Olímpicos, até porque algumas modalidades ainda precisavam ter a sua classificação", afirmou ao SporTV.

O treinador ressaltou a voz dos atletas na decisão do adiamento dos Jogos Olímpicos e destacou a importância de colocar a saúde de todos em primeiro lugar neste momento. "A decisão do COI foi a melhor possível. Diante da pandemia, o importante é pensar na saúde de todos. As pessoas precisam ficar em casa e seguir as recomendações das autoridades de saúde. O mundo está vivendo essa pandemia e não sabemos quando isso vai acabar. Cada um precisa fazer a sua parte", analisou.

O vôlei é uma das poucas modalidades com seu processo de qualificação olímpica já concluído. Dificilmente o COI e Federação Internacional de Voleibol (FIVB, na sigla em inglês) farão alguma alteração, já que até os grupos de cada naipe já foram sorteados. Entre as mulheres, o Brasil está no Grupo A ao lado de Sérvia, Japão, Coreia do Sul, República Dominicana e Quênia.

"Estamos em um grupo equilibrado. A outra chave no papel é mais forte, mas isso também gera um cruzamento muito difícil nas quartas de final. No nosso grupo, a Sérvia é a atual campeã mundial e uma das melhores equipes do mundo, o Japão vai jogar em casa, a Coreia do Sul e a República Dominicana evoluíram bastante ao longo deste ciclo olímpico e o Quênia também cresceu como equipe", pontuou Zé Roberto, em declarações dadas na época do sorteio, em fevereiro.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.