Temporada 2020 aponta equilíbrio entre os quatro grandes de SP no Paulistão 2020

Torcedor está animado em ver seu time melhor ou rendendo mais em relação à edição passada

Robson Morelli

21 de janeiro de 2020 | 11h13

Esse equilíbrio que vê no começo de temporada entre os quatro clubes grandes de São Paulo é uma novidade. Pelo menos nos últimos anos, quando o Palmeiras assumiu posição de destaque pela quantidade de reforços, muito mais dinheiro para gastar e dono de um elenco gigantesco, com peças para todos os setores. Comprovou-se que nem sempre tudo isso é capaz de fazer um time campeão. Corinthians, Santos e São Paulo estavam a reboque do Palmeiras nas últimas temporadas. 2020 começa diferente. Os quatros se mostram mais equilibrados, sem grandes contratações e com muita expectativa em relação ao trabalho de seus respectivos treinadores.

Tiago Nunes fez bom trabalho no Athletico-PR e agora tenta repetir a fórmula no Corinthians, um clube de muito mais pressão e cobrança, com a necessidade de se colocar sempre entre os melhores e que precisava de uma mudança em sua forma de trabalhar. O clube enterra de vez o “modus operandi” trazido por Mano Menezes, Tite e Carille e busca nova maneira de jogar, com mais velocidade e tendo a bola sob controle. Jogar bem é a palavra de ordem no Corinthians. A segunda boa contratação foi a de Luan. O ex-gremista pode dar o que falar no clube. Fazia tempo que o Corinthians não tinha um craque. Luan pode ser esse cara. A torcida está animada com ele.

No São Paulo, nada mudou muito. O clube não contratou e aposta em seu bom elenco. Bom no papel. O time perdeu alguns jogadores, como Hudson, e não ganhou nenhum. A esperança está em três personagens. Alexandre Pato e Hernanes são os pilares dessa equipe. Para ser forte, o São Paulo precisa que ambos comecem a “jogar” novamente. Eles terminaram a temporada passada sem brilho, no banco. A outra peça decisiva é Fernando Diniz. Acabou a fase de adaptação e conhecimento do treinador. Ele precisa achar uma maneira de o time jogar e ganhar. O São Paulo carrega essa necessidade de erguer taça, qualquer taça. A torcida vai continuar cobrando. É ano de eleição e isso pode trazer mais lenha para queimar nos corredores do Morumbi.

O Santos vive a ressaca da saída Jorge Sampaoli. O treinador argentino fez um excelente 2019 e deixará saudade. Ele não renovou. Com isso, o Santos enfraqueceu. Perdeu jogadores importantes e agora tenta continuar competitivo sob o comando de um treinador português, Jesualdo Ferreira. Ele fechou os treinos e ainda não se sabe muito sobre o time. A base deixada por Sampaoli está lá. Precisa saber se terá o mesmo ânimo, a mesma pegada. O Santos, pouca gente fala, foi vice campeão brasileiro. Não é pouco.

No Palmeiras, a ordem também é não gastar ou gastar com mais competência. O time não trouxe ninguém. Em outras temporadas, nesta fase do ano, já tinha contratado cinco ou seis jogadores. O clube vai trabalhar com o que tem por enquanto. Luxemburgo é a grande aposta. O treinador deixou o Vasco e promete fazer um Palmeiras para cima dos rivais. Já fez isso antes, num passado não muito recente. Sua história o sustenta no clube. De agora em diante, ele terá de mostrar mais do que mostrou nos últimos anos. Ganhar é a palavra de ordem, já que não faturou nada em 2019. A Libertadores é a menina dos olhos. De novo. O elenco é bom, mas carece de peças, poucas, como um atacante de área. O time se desfez de Borja e Deyverson.

Confira a tabela do Paulistão 2020.