Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Árbitro explica pênalti anulado e FPF aprova atuação da arbitragem

Marcelo Aparecido diz que demorou para anular a jogada por não ouvir o aviso do quarto árbitro

Ciro Campos e Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2018 | 22h31

O árbitro Marcelo Aparecido de Souza não quis dar entrevista ao final do jogo, mas explicou a polêmica marcação de pênalti no clássico entre Palmeiras e Corinthians, que terminou com o time alvinegro sendo campeão paulista. A Federação Paulista divulgou uma nota em que aprovou a atuação da arbitragem. 

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Segundo o árbitro, a demora na marcação do lance aconteceu porque ele não conseguiu ouvir os avisos do quarto árbitro. "Informo que aos 33 minutos do 2o tempo da partida, marquei uma penalidade à favor da equipe da S.E.Palmeiras. No momento da marcação os jogadores da equipe adversária, questionam a marcação e pressionam para que a mesma seja modificada. durante esse questionamento o quarto arbitro sr. Adriano de Assis Miranda me informa dizendo: "canto". Devido os jogadores falarem comigo, os atletas reservas de ambas as equipes falarem simultaneamente com o 4o arbitro e também com o assistente 1. sr. Anderson José de Moraes Coelho, bem como o barulho da torcida, eu não pude ouvir com clareza a informação do 4o arbitro. após conseguir me aproximar do 4o árbitro o mesmo me disse as seguintes palavras:"Marcelo pra mim, ele toca na bola, mas a decisão é sua", disse Marcelo Aparecido de Souza.

Ainda de acordo com as informações escritas pela arbitragem na súmula, Marcelo Aparecido seguiu a recomendação do quarto árbitro por não ter uma visão privilegiada do lance. "Devido o ângulo de visão do 4o arbitro ser lateral a jogada, e portanto melhor que o meu, acatei a sua informação e marquei o tiro de canto. Informo ainda que reiniciei a partida após 7 minutos de paralisação, por consequência da reclamação dos atletas de ambas as equipes".

O lance polêmico aconteceu aos 25 minutos do segundo tempo. Na jogada, Ralf disputou uma bola com Dudu e o atacante caiu dentro da área. O árbitro marcou pênalti para o Palmeiras, mas oito minuto depois, anulou a jogada e deu apenas escanteio. 

O árbitro ainda informou que foram arremessados copos, bandeiras, sacos de pipoca e chinelos em direção aos atletas e diretores. Ele contou que até um helicóptero apareceu. "Informo ainda que quando me encontrava no vestiário da arbitragem fui informado pelo 5o arbitro sr. Alberto Poletto, que no inicio do 2o tempo um helicóptero com o escudo da equipe s.c. Corinthians sobrevoou o estádio. o mesmo não interferiu no andamento da partida", comentou. 

A assessoria de imprensa da FPF divulgou uma nota em que aprovou a atuação da arbitragem. "O departamento de arbitragem da FPF trabalha diariamente pela excelência. O intuito sempre foi de que a arbitragem não interfira nos resultados das competições. E esse objetivo foi alcançado. A decisão da arbitragem, de anular o pênalti que havia sido marcado equivocadamente, foi correta", disse o comunicado.

A Federação ainda divulgou o que aconteceu, passo a passo, no lance em que o árbitro marcou pênalti e oito minutos depois, anulou a marcação. 

"- O árbitro Marcelo Aparecido de Souza marcou a penalidade pela visão que tinha no momento do lance. Neste momento, o quarto árbitro Adriano Miranda o chama pelo rádio. 

- Por conta do tumulto criado após a marcação, há uma demora na correção da decisão.

- Assim que os árbitros se reúnem, Miranda reafirma que o jogador Ralf tocou a bola antes. 

- A decisão é corrigida e marca-se escanteio."

Por fim, a diretriz da arbitragem prevê que o árbitro, em todo lance com alta dificuldade, consulte toda sua equipe para, em conjunto, tomar as decisões corretas", finalizou.

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