Rafael Marchante/Reuters
Rafael Marchante/Reuters

Por protestos, liga espanhola pede mudança de Barça x Real para Madri

Catalunha passa por grandes protestos e a ideia é inverter o mando de campo do clássico

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de outubro de 2019 | 10h43

A liga que organiza o Campeonato Espanhol pediu nesta quarta-feira à Real Federação Espanhola de Futebol que mude a sede do clássico entre Barcelona e Real Madrid. A entidade quer alterar o local, do Camp Nou para o Santiago Bernabéu, estádio do Real, porque a Catalunha vem enfrentando seguidos protestos desde a segunda-feira.

A partida, válida pela 10ª rodada do Espanhol, está marcada para o dia 26 (um sábado) deste mês. A liga que organiza o campeonato teme que os protestos em Barcelona sigam fortes até a data do clássico, o que afetaria a logística e toda a estrutura relacionada ao jogo, considerado um dos maiores clássicos do mundo.

A Real Federação Espanhola de Futebol ainda não se manifestou sobre o pedido. O objetivo da liga é inverter o mando de campo dos clássicos. Assim, o jogo válido pelo primeiro turno seria disputado em Santiago Bernabéu e a partida entre os dois grandes no segundo turno, somente em março do ano que vem, aconteceria no Camp Nou.

A preocupação se deve às manifestações que tiveram início na segunda-feira, em Barcelona. Milhares de pessoas ocuparam o Aeroporto de El Prat, em protesto contra a condenação de 12 líderes separatistas catalães. As principais ruas da cidade foram bloqueadas e os serviços de trens urbanos e do metrô foram interrompidos. A polícia reprimiu com violência as manifestações. Mais de 100 voos foram cancelados, ao menos 70 pessoas ficaram feridas nestes últimos dois dias. Nesta quarta, o terceiro dia seguido de protestos já começou.

O caos começou assim que o Tribunal Supremo da Espanha condenou nove líderes separatistas a penas de prisão que variam de 9 a 13 anos por sedição em razão do referendo de outubro de 2017, realizado apesar de uma proibição do governo em Madri. Outros três réus foram considerados culpados de desobediência e não receberam penas de prisão.

As sentenças foram consideradas pesadas. O ex-vice-governador catalão Oriol Junqueras recebeu pena de 13 anos de cadeia, a maior entre os separatistas. Ele afirmou que o movimento voltará mais forte. "Voltaremos e voltaremos mais fortes. Não tenham nenhuma dúvida, voltaremos e venceremos", afirmou Junqueras, em carta escrita na prisão e publicada pelo partido Esquerda Republicana da Catalunha (ERC).

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