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Bolsonaro acompanha vitória do Santos na Vila, ouve vaias de torcedores e gritos de apoio

Presidente, que diz não ter se vacinado contra a covid, assiste à partida em um dos camarotes do estádio; comprovante de imunização é requisito obrigatório para torcedor ir aos jogos

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2022 | 14h20

Um dia após participar de uma motociata em São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro acompanhou a vitória do Santos por 2 a 1 diante do Coritiba neste domingo, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro.  O jogo começou às 11h. A presença de Bolsonaro mexeu com os ânimos dos torcedores santistas que acompanhavam a partida no estádio.

A maior parte da arquibancada vaiou o presidente, enquanto outros o chamaram de "mito" e gritaram palavras de apoio ao seu governo. Houve discussões em setores do estádio. Ao fim da partida, foi possível ouvir muitos torcedores xingando Bolsonaro, que deixou a Vila Belmiro minutos antes de a partida terminar. Ele está hospedado no hotel de trânsito Forte dos Andradas, em Guarujá, onde passa o feriado de Páscoa. No começou do seu governo, sua presença em estádios de futebol era mais frequente. Depois veio a pandemia, e tudo foi fechado no futebol.

Jair Bolsonaro já declarou anteriormente, por diversas vezes, que não se vacinaria contra a covid-19, quesito obrigatório para entrar em estádios desde o relaxamento das medidas de distanciamento social por causa da pandemia. A diretoria do Santos não se manifestou sobre a presença do presidente na Vila. 

O torcedor que deseja ir aos estádios atualmente em São Paulo precisa apresentar o comprovante de vacinação das duas doses ou dose única da vacina contra a covid-19. Caso tenha somente uma dose, é preciso apresentar um teste PCR realizado até 48h antes do jogo, ou um teste antígeno negativo com até 24h de antecedência.

Dois dias antes do jogo, a Torcida Jovem, principal organizada do Santos, manifestou sua insatisfação com a visita do presidente ao estádio santista. A uniformizada chamou Bolsonaro de "populista descarado" que busca "se promover pela cega paixão do povo" e reiterou que o presidente não é bem-vindo no local. "Não queremos que o manto alvinegro vire ferramenta política nem que a Vila Belmiro seja palanque de campanha eleitoral", afirmou, em nota, a organizada.

Esta não é a primeira vez que Bolsonaro marca presença em estádios de futebol. Em 2018, cerca de dois meses após ser eleito presidente, ele acompanhou a vitória do Palmeiras por 3 a 2 sobre o Vitória, pela última rodada do Brasileirão daquele ano. O time paulista, que havia conquistado o título naquela temporada, recebeu as medalhas e a taça das mãos de Bolsonaro, que participou da festa com a camisa palmeirense.  

No ano seguinte, ele foi ao Mané Garrincha acompanhar o jogo entre Flamengo e CSA, pelo Brasileirão. Acompanhado de Sergio Moro, então ministro da Justiça, os dois viram a partida com a camisa do Flamengo.

O chefe do Executivo já havia visitado a Vila Belmiro em dezembro de 2020. Na ocasião, participou de um amistoso com atletas, ex-atletas, dirigentes e artistas. Ele ficou poucos minutos em campo e fez um gol que comemorou com o gesto de 'arminha' com as mãos, ato que se tornou popular durante sua campanha ao Planalto.

JOGO

Com a bola rolando, o Santos construiu a vitória diante do Coritiba ainda no primeiro tempo. Leo Baptistão abriu o placar aos 11 minutos. Aos 28, Léo Gamalho empatou em cobrança de pênalti, mas apenas três minutos depois o zagueiro Henrique fez contra, colocando o time da Vila novamente na frente. Esta foi a primeira partida de uma série de três jogos entre as equipes. Na quarta-feira, Santos e Coritiba se enfrentam pela Copa do Brasil, no Couto Pereira. Na semana seguinte, voltam a se encarar na Baixada. 

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