Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Ceni minimiza vitória e olha para Libertadores: 'Nós temos de melhorar'

Goleiro já pensa no duelo com o San Lorenzo, na quarta-feira

PAULO FAVERO, O Estado de S. Paulo

29 Março 2015 | 18h25

O goleiro Rogério Ceni abriu caminho para a vitória do São Paulo sobre o Linense por 3 a 0 em uma bela cobrança de falta, mas sabe que para a decisão de quarta-feira contra o San Lorenzo, em Buenos Aires, a postura da equipe precisa ser outra. O goleiro também comentou sobre a semana conturbada após a derrota para o Plameiras. Sobre a situação de Muricy, comentou da reunião que houve com a diretoria durante a semana. "Eu participei por cinco minutos apenas, como capitão do time. Acho que qualquer troca em cima de um jogo importante é complicado, mas a decisão é da diretoria e do Muricy."

Ceni aprovou a atuação do São Paulo, mas ainda não se convenceu. "Temos de melhorar muita coisa. Não acredito em salto de um dia para o outro, mas precisamos jogar como foi aqui contra o San Lorenzo. Se for na Argentina sem ser competitivo, está perdido", avisou o capitão tricolor. Rogério não foi bem contra o Palmeiras, na última quarta-feira, ao falhar no gol de Robinho, e sabe que o futebol possibilita reações. O Palmeiras ganhou aquele jogo por 3 a 0.

"A cada 90 minutos, zera tudo no futebol e você tem a chance de reescrevera. Naquele lance, eu peguei mal na bola, porque ela quicou e bateu no tornozelo", disse. Depois disso, a bola foi dominada por Robinho e o palmeirense chutou de longe para encobrir o goleiro do São Paulo.

O ídolo são-paulino chegou a 126 gols na carreira e já tinha feito outro contra o Linense. "Acho que dou sorte contra esse time. No segundo tempo, nós fomos melhores, pois o primeiro foi muito ruim. Aí entrou um jogador de referência como o Kardec, que cavou a falta e fez dois gols. O São Paulo melhorou e acho que se soltou após meu gol."

O capitão do São Paulo sabe que o time está devendo para a torcida, até porque ainda não venceu um clássico na temporada. "Quando se perde um clássico, é sempre ruim. Perdemos o jogo porque o Palmeiras foi superior, mas o clássico mais importante é o que está por vir", avisa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.