Rui Vieira/AP Photo
Rui Vieira/AP Photo

City tem Ederson expulso, abre 2 a 0, mas leva virada improvável do Wolverhampton

Equipe comandada por Pep Guardiola tinha a chance de assumir o segundo lugar, mas tropeçou

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2019 | 19h28

Heroico, o Wolverhampton buscou uma virada improvável diante do Manchester City nesta sexta-feira, em seus domínios, no encerramento da 19.ª rodada do Campeonato Inglês. O time comandado pelo técnico espanhol Pep Guardiola abriu 2 a 0 mesmo com um jogador a menos, mas os donos da casa marcaram três vezes no segundo tempo e venceram por 3 a 2.

O revés impede que o Manchester City assuma a vice-liderança do torneio e mantém a equipe de Guardiola no terceiro lugar com 38 pontos, um a menos que o segundo colocado Leicester City e a 13 do líder Liverpool, que goleou justamente o segundo colocado na quinta-feira, no feriado de "Boxing Day" na Inglaterra, e ainda tem um jogo a menos.

Com uma campanha surpreendente, o Wolverhampton subiu para a quinta colocação e faz a sua melhor campanha na era Premier League. O time comandado pelo técnico português Nuno Espírito Santo soma 30 pontos e está a apenas dois do Chelsea, que ocupa o quarto lugar e abre a zona de classificação à Liga dos Campeões da Europa.

É certo que a missão de vencer o Manchester City se tornou menos difícil para o Wolverhampton depois que o goleiro brasileiro Ederson foi expulso aos 11 minutos por falta fora da área em Jota, obrigando Guardiola a sacar Agüero para a entrada do chileno Claudio Bravo. No entanto, os visitantes saíram na frente e o panorama mudou.

O gol do Manchester City, cercado de polêmica, foi marcado por Sterling. O árbitro, com o auxílio do VAR, deu pênalti depois que Dendoncker pisou em Mahrez dentro da área. Sterling precisou finalizar três vezes para marcar. Na primeira tentativa, ele teve a sua cobrança defendida por Rui Patrício. No entanto, o juiz mandou voltar a cobrança alegando invasão da área. Na segunda vez, o goleiro português caiu no mesmo canto e defendeu novamente a cobrança. Mas deu azar e a bola voltou nos pés do atacante inglês, que, enfim, marcou.

Passados os primeiros minutos movimentados, o jogo perdeu em ritmo até o começo da etapa final, quando Sterling reaparecer para ampliar o placar. O inglês foi acionado pelo belga De Bruyne e deu linda cavada em Rui Patrício. Até aquele momento, a estratégia de se defender e sair no contra-ataque com eficácia funcionava para o Manchester City.

Valentes, os donos da casa se mantiveram determinados a ao menos buscar o empate. Conseguiram mais do que isso, principalmente pela atuação de Adama Traoré. O atacante espanhol foi essencial e participou de dois dos três gols, comandando a reação. No primeiro, marcado aos 10 minutos, ele soltou uma bomba rasteira para diminuir o placar. Depois, aos 37, mostrou inteligência e insistência para roubar a bola de Mendy perto da linha de fundo e rolar para o mexicano Raúl Jiménez empatar.

No final, logo antes dos acréscimos, o irlandês Doherty tabelou com Jiménez e bateu de esquerda, no canto direito de Bravo, para marcar o terceiro e assegurar o improvável triunfo diante de sua eufórica torcida.

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