Miguel Schincariol/AFP
Miguel Schincariol/AFP

Com chance de começar jogo, Ederson quer dar 'passo' para a Copa

Goleiro assume lugar de Alisson contra o Chile, terça-feira, no Allianz Parque

Leandro Silveira, Estadão Conteúdo

06 Outubro 2017 | 19h18

Enfim chegou a vez de Ederson. Convocado pela nona vez para a seleção brasileira, o goleiro vai receber uma chance do técnico Tite no duelo com o Chile, na próxima terça-feira, no Allianz Parque, pela rodada final das Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2018. O jogo será uma boa oportunidade para o goleiro se apresentar melhor ao torcedor brasileiro.

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Afinal, Ederson deixou o Brasil ainda adolescente, com apenas 15 anos, para o Benfica. Antes, precisou superar percalços de um iniciante na carreira, como a dispensa das divisões de base do São Paulo. Por isso, mesmo com apenas 24 anos, garante que já aprendeu muito, se definindo como um "garoto maduro".

"Fui mandado embora por telefone, tinha 15 anos. Fiquei chateado. Me formei como homem e pessoa na Europa. Virei homem mais cedo. Sou um garoto maduro, que passou por muitas dificuldades. Soube aproveitar as oportunidades. Agora tenho essa na seleção", afirmou o goleiro, que treinou nesta sexta-feira no CT do São Paulo na Barra Funda, exatamente o clube que o dispensou quando garoto.

Essa experiência alardeada faz Ederson garantir que não sente a pressão de enfim estrear pela seleção, depois de tanto tempo de espera, e em um confronto especial, pois poderá ser determinante para o futuro de seleções como o adversário Chile e a rival Argentina, ambas sob risco de ficar de fora da Copa do Mundo de 2018.

"Fiquei tranquilo quando o Tite disse que vou jogar. Sempre trabalho para jogar, com o treinador optando por mim ou não. Estou confiante e feliz. Sabemos a importância da rodada. Temos que demonstrar um bom futebol e ir em busca da vitória. Estamos focados somente em nós", disse.

Ederson, porém, reconhece que receber uma chance na seleção nesse momento pode representar um passo importante na sua consolidação como um dos três goleiros que Tite vai levar no ano que vem à Rússia para a Copa do Mundo.

"Pode ser um passo a mais. Depois tem os amistosos (a seleção fará quatro até a convocação para a Copa) e posso ser convocado novamente. Quero mostrar para o Tite que pode contar comigo", acrescentou Ederson, que vai ocupar a vaga de Alisson, goleiro considerado titular absoluto da seleção e que disputou todos os jogos da equipe com Tite nas Eliminatórias - Weverton e Diego Alves receberam chances em amistosos.

Com o Brasil garantido antecipadamente na Copa, Tite deve aproveitar o confronto com o Chile para realizar novos testes na seleção, visando a definição do grupo para o Mundial da Rússia. Isso faz crescer a importância da partida para reservas que eventualmente serão aproveitados, como reconheceu Ederson. "É a chance de quem não está jogando mostrar seu valor. É saber aproveitar e mostrar porque o Tite pode contar com você", concluiu o goleiro do Manchester City.

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