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Estádio do Palmeiras recebe os primeiros blocos de grama sintética: veja as imagens

Processo de instalação do novo campo na arena vai para a fase final após concluir etapas de colocação das camadas inferiores

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

27 de janeiro de 2020 | 08h20

O Allianz Parque deu início no último fim de semana à etapa final do processo de instalação do gramado sintético. Depois da retirada da grama natural e da aplicação das camadas prévias para o novo piso, a obra avançou com a colocação dos primeiros blocos do tapete verde. A expectativa é que o processo termine na segunda quinzena de fevereiro, com a estreia do Palmeiras no local ainda pelo Campeonato Paulista. As duas possíveis datas de inauguração são dia 16, contra Mirassol, ou diante do Guarani, no dia 20.

A obra de preparação para o gramado sintético teve início no último dia 12. As primeiras etapas consistiram em preparar as camadas inferiores, voltadas para ajudar no processo de drenagem e também de amortecimento. Como o material mais utilizado nesta etapa foi brita, o local do campo de jogo ganhou um cenário cinza. Só agora, no fim de semana, o verde voltou a ser predominante no espaço, já que a primeira parte do tapete foi instalada.

Os funcionários da empresa responsável pelo trabalho, a Soccer Grass, e do próprio Allianz Parque colocaram a primeira faixa da grama sintética próximo ao setor Gol Norte. Cada bloco tem 78 metros de comprimento e 4 metros de largura. O material foi importado da Holanda e veio ao Brasil de navio. Após a aplicação, cada metro quadrado do piso receberá cerca de 15 kg de um preenchimento chamado de TPE (elastômero termoplástico), importado da Itália. 

Essas partículas cilíndricas de até 5 milímetros de comprimento garantem amortecimento e conforto térmico e ajudam na resistência do piso. O Palmeiras terá a mesma tecnologia na Academia de Futebol para poder se preparar para os jogos dentro de casa. Assim, não precisará treinar no estádio. O custo aproximado da operação de troca nos dois locais é de R$ 10 milhões, dos quais 70% (R$ 7 milhões) serão bancados pelo Allianz Parque e os outros 30% (R$ 3 milhões) pelo clube.

A escolha pela grama sintética é uma forma da Arena multiúso conciliar melhor o calendário de jogos com o cronograma de shows musicais e eventos particulares. Desde a abertura da arena, em novembro de 2014, em 28 ocasiões o Palmeiras teve de recorrer a algum outro estádio para poder jogar, seja por problemas de conflito de datas ou por operações para troca do gramado, como a atual. No fim de semana, a equipe enfrentou o São Paulo em Araraquara e vai receber na próxima quarta-feira o Oeste, no Pacaembu.  


A tecnologia da grama sintética palmeirense foi inspirada nos campos do CT da seleção holandesa. Antes de o piso ser inaugurado em breve, vai precisar passar pela inspeção técnica de um laboratório credenciado pela Fifa. A análise final vai avaliar critérios como velocidade da bola, rotação da chuteira e qualidade do piso, com o intuito de comprovar que o local tem características similares a de um campo de grama natural.

 

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