Christophe Simon/AFP
Christophe Simon/AFP

De Bruyne se diz emocionado por semifinal da Copa e agradece Guardiola

Belga viu seu futebol crescer sob o comando de técnico do Manchester City

Ciro Campos, enviado especial / São Petersburgo, O Estado de S.Paulo

09 Julho 2018 | 14h54

Mesmo prestes a viver momentos decisivos e históricos pela seleção da Bélgica, o meia Kevin de Bruyne não esquece do seu clube. Nesta segunda-feira, em entrevista coletiva em São Petersburgo na véspera da semifinal da Copa do Mundo contra a França, o jogador afirmou que, se vive um grande momento pela equipe, deve muito ao espanhol Josep Guardiola, seu treinador no Manchester City.

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De Bruyne foi escolhido pela Fifa como o melhor em campo contra o Brasil e, inclusive, marcou um dos gols na vitória por 2 a 1. Nesta segunda-feira ele relembrou o lance e citou o quanto evoluiu nas duas últimas temporadas sob o comando de Guardiola.

"Ele me ajudou a melhorar meu desempenho individualmente. Na seleção é um estilo de jogo totalmente diferente, um pouco incomum, mas, quando você se adapta, torna o futebol mais fácil", comentou.

O belga marcou contra o Brasil o primeiro gol dele na Copa e afirmou ter notado uma mudança de sentimento tanto dele como dos companheiros após o resultado positivo em Kazan. "Estou muito emocionado, é uma semifinal de Copa do Mundo. É sentir e curtir esse momento. Talvez alguns jogadores não acreditassem nesse momento, mas agora há um sentimento maior de cada um, de que nós podemos chegar até o fim", disse.

 

A Bélgica é a seleção de melhor campanha nesta Copa, com cinco vitórias. O jogador explicou que o motivo desse desempenho está no entrosamento. "Nós temos potencial, são sete ou oito anos jogando juntos", disse. "A Bélgica tem um time muito bom. Temos uma ambição coletiva. Podemos chegar longe", afirmou. A equipe encerrou a preparação para enfrentar a França com um treino aberto somente por 15 minutos em Moscou antes da viagem a São Petersburgo.

A melhor campanha da Bélgica em uma Copa foi em 1986. A seleção foi semifinalista naquele ano com uma campanha inferior à deste elenco, ao ter perdido uma partida na fase de grupos e passado na prorrogação pelas oitavas e nos pênaltis pelas quartas de final. Curiosamente, no Mundial do México também houve um confronto com a França, porém foi válido pela disputa de terceiro lugar. Os belgas perderam por 4 a 2, no tempo extra.

 

 

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