Ricardo Duarte/Internacional
Ricardo Duarte/Internacional

Desfalcado, Inter recebe o Atlético-MG para se manter vivo na luta pela taça

Para os mineiros, resultado positivo pode significar um passo importante para garantir a vaga na Libertadores 2019

Estadão Conteúdo

21 de novembro de 2018 | 07h34

A derrota para o Botafogo, por 1 a 0, custou muito caro para o Internacional. Além de cair para a terceira posição do Campeonato Brasileiro, viu o técnico Odair Hellmann se envolver em confusão nos acréscimos do jogo, rendendo cartão vermelho para o atacante Wellington Silva e para o zagueiro Rodrigo Moledo. Os dois são os principais desfalques para o jogo desta quarta-feira, às 19h30, contra o Atlético-MG, no Beira-Rio, onde a equipe da casa joga para se manter viva na luta pela taça.

Hellmann fechou o último treino nesta terça-feira e não confirmou a escalação. Além disso, procurou amenizar o impacto gerado pela declaração do vice-presidente Roberto Melo de que o Atlético-MG iria "pagar o pato" pela derrota no Engenhão. "Foi a forma dele se expressar, mas não diminui em nada a grandeza do Atlético-MG e nem o respeito que temos com o time mineiro", garantiu o técnico.

Apesar de não ser titular, Wellington Silva é um dos jogadores mais utilizados pelo técnico como um recurso para aumentar a velocidade nas pontas. Ele participou dos últimos sete jogos, saindo seis vezes do banco de reservas e começando uma vez entre o time principal. Mesmo sem esta peça importante, o treinador vai manter o ataque com Nico López e Leandro Damião.

Emerson Santos vai entrar na vaga de Rodrigo Moledo. O zagueiro recebeu o segundo cartão amarelo depois de reclamar por um pênalti não marcado e chegou a puxar pelo braço o árbitro Rafael Traci. Provavelmente vai pegar gancho de suspensão. Emerson Santos não atua desde o empate por 1 a 1 com o Ceará na 33.ª rodada. Ainda na defesa, o lateral-direito Fabiano, após cumprir suspensão, volta no lugar de Zeca, que atuou improvisado.

Há ainda a expectativa pela presença de dois jogadores no banco de reservas: Gabriel Dias e William Pottker. Como sofreram lesões musculares, recentemente, ainda preocupam os médicos. Outra preocupação é com os pendurados Rodrigo Dourado, Edenílson e Nico López, faltando apenas dois jogos depois do confronto com o Atlético-MG. O time colorado vai receber o Fluminense e sair na última rodada com o Paraná.

Com a derrota no Rio, o Internacional se manteve com 65 pontos e foi ultrapassado pelo Flamengo, que chegou a 66 na vice-liderança. O líder Palmeiras, que pode ser campeão já nesta quarta-feira, tem 71 e joga com o América-MG no Allianz Parque. Outra preocupação é o fantasma do rival Grêmio, que disparou na classificação e já tem 62, na sua cola.

Atlético-MG quer manter vaga no G-6

Buscando se firmar no G6 do Campeonato Brasileiro, o Atlético-MG o enfrenta o Internacional com dois desfalques importantes. O lateral-esquerdo Fábio Santos, expulso na vitória por 1 a 0 diante do Bahia, e o volante Elias, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, não viajaram para a capital gaúcha.

Mas o técnico Levir Culpi saiu de Belo Horizonte com a formação praticamente definida. Com o retorno de Emerson, que cumpriu suspensão na última rodada, Patric deve ser deslocado para a lateral esquerda, enquanto Matheus Galdezani deve compor o meio de campo ao lado de Adilson, Luan, Cazares e Chará.

"Independentemente de o Internacional quase não perder dentro de casa, nós vamos lutar pela vitória até o final. Vamos atuar da mesma maneira que vínhamos jogando. Lógico que cada partida tem uma estratégia, mas vamos manter nosso padrão de jogo para sair de lá com um resultado positivo", prometeu Emerson, animado com seu retorno à lateral direita.

Os triunfos contra Paraná e Bahia, ambos por 1 a 0, mantiveram o Atlético na sexta posição, com 53 pontos, três do Atlético-PR, sétimo colocado. Mas Cruzeiro, com 49, Botafogo (47) e Santos (46) são ameaças à vaga na fase de grupo da Copa Libertadores, a meta do time mineiro.

Embora tenha de projetar a próxima temporada, Levir Culpi tem falado em pensar a cada jogo do Atlético. Ele se emocionou na última rodada, na qual o time reagiu e mostrou muita garra para suprir a ausência de Fábio Santos, que tinha sido expulso. "Daí o time se uniu, correu e teve o apoio da torcida. Foi de arrepiar. É algo que me motiva a continuar no futebol. É assim que precisamos jogar sempre", comentou.

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