Ivan Storti/Santos FC
Ivan Storti/Santos FC

Diretor do Racing está no Brasil para tentar acertar a contratação de Sampaoli

Com a provável ida de Eduardo Coudet para o Internacional, equipe argentina busca um novo comandante

Redação, Estadão Conteúdo

21 de novembro de 2019 | 06h56

Com a provável contratação de Eduardo Coudet para o Internacional, em acordo que pode ser confirmado em breve, o Racing, da Argentina, já está procurando um possível substituto para o seu treinador. O alvo do momento é Jorge Sampaoli, cuja permanência no comando do Santos para 2020 ainda é incerta. O ex-jogador Diego Milito, diretor de futebol do Racing, está no Brasil para tentar acertar a contratação do técnico argentino. Embora tenha acordo com o clube da Vila Belmiro até o fim do próximo ano, o comandante não confirmou se seguirá na equipe para a temporada seguinte.

No último sábado, após o clássico entre Santos e São Paulo pelo Brasileirão, Sampaoli destacou o fato de Pelé, ídolo maior da história do clube e da seleção, ter manifestado apoio em sua permanência à frente do time alvinegro. O Rei também o pressiona a considerar com carinho sua continuidade na Vila. Entretanto, o clima político conturbado dentro do Santos e a relação delicada do argentino com o presidente José Carlos Peres são fatores que podem colaborar para que o comandante aceite a proposta que deverá receber do Racing.

Sampaoli já avisou que a sua continuidade no comando do time alvinegro na próxima temporada está condicionada a um projeto vencedor, que inclui a montagem de um elenco forte. Peres já avisou, no entanto, que não pretende fazer contratações de jogadores considerados caros para 2020. O anúncio de Paulo Autuori, atual superintendente de futebol do Santos, de que deixará o clube no término do ano, é outro fator que colocou a permanência de Sampaoli em dúvida. Embora ele tenha contrato até dezembro de 2020, o dirigente revelou, na última terça-feira, que só continuará no cargo até o fim de 2019 e deixou clara sua insatisfação com a gestão e com Peres.

Em entrevista ao Estado, o presidente do Santos admitiu ter dinheiro em caixa para aumentar o salário de Sampaoli apesar de ele ter contrato assinado até o fim do próximo ano. Mas o próprio distanciamento do treinador do dirigente santista pode apressar a saída do argentino, que tem relação mais próxima com Autuori. Após o clássico do último sábado, na Vila, o argentino chegou a admitir: "Não falo com o presidente há cinco meses, falo mais com Autuori. Se o conjunto tem de ser reforçado pela realidade esportiva, mas é preciso vender (jogadores) por causa da realidade econômica, o projeto de 2020 será diferente do que pensamos. Não tenho claro se há alguma estratégia para buscar possibilidade se isso mudar. Se não mudar, e temos de diminuir o elenco e buscarmos títulos, é enganar a torcida".

Em meio a este clima de incerteza, o Santos segue sua preparação para enfrentar o Cruzeiro, neste sábado, às 21 horas, na Vila, onde poderá assegurar sua vaga na fase de grupos da Copa Libertadores de 2020. Com 65 pontos, a equipe alvinegra ocupa a terceira posição do Campeonato Brasileiro.

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