Vinnicius Silva / Cruzeiro
Vinnicius Silva / Cruzeiro

Em baixa, Cruzeiro precisa vencer chilenos para seguir vivo na Copa Libertadores

Time mineiro precisa superar má fase ofensiva para alcançar primeira vitória no torneio continental

Gabriel Melloni, Estadão Conteúdo

26 de abril de 2018 | 06h26

Campeão mineiro no início do mês, o Cruzeiro viu a alegria pelo título se transformar em pressão em menos de 20 dias. Os motivos são as três partidas seguidas sem vencer e a situação preocupante na Copa Libertadores. Para afastar este princípio de crise do clube, somente com uma vitória nesta quinta-feira diante da Universidad de Chile, às 19h15, no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, pela quarta rodada do Grupo E do torneio.

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O triunfo é fundamental para manter o Cruzeiro na briga por uma vaga nas oitavas de final da Libertadores. A equipe ocupa a terceira colocação da chave, sem vencer e com apenas dois pontos, atrás do Racing, líder com sete, e da própria Universidad de Chile, segunda colocada com cinco.

Se vencer, o Cruzeiro pode até ultrapassar o adversário e subir para o segundo lugar. Mas se perder, o time pode chegar para a quinta e penúltima rodada da chave apenas com chances matemáticas de classificação. Um empate também beneficia o lado chileno, que manteria a diferença para o clube mineiro.

Só que para vencer, é preciso marcar gols, o que o Cruzeiro não tem conseguido. Desde a conquista contra o Atlético Mineiro, o time celeste passou em branco nas duas derrotas no Brasileirão - contra Grêmio e Fluminense, ambas por 1 a 0 - e no empate contra a própria Universidad do Chile, por 0 a 0, em Santiago.

As baixas de nomes como Fred e Raniel têm sido sentidas, já que Sassá e Rafael Sobis estão longe da melhor fase. Nas últimas duas partidas da Libertadores, o técnico Mano Menezes optou pela escalação sem um homem fixo de área e em ambas o resultado foi o mesmo: nada de gols e 0 a 0 no placar.

Não bastasse o desempenho pouco convincente, este sistema desagradou também desagradou uma peça fundamental do elenco. O meia Thiago Neves, escalado como "falso 9" em ambas as partidas, demonstrou publicamente a insatisfação e admitiu que não gosta de atuar na função.

Este foi o principal motivo da opção de Mano Menezes de fechar a última atividade antes da partida. Nesta quarta-feira, o treinador impediu a entrada dos jornalistas e escondeu a escalação que vai a campo nesta quinta. A tendência é que Thiago Neves volte à posição de origem, como meia. Foi assim que ele atuou no último domingo contra o Fluminense. Na ocasião, Rafinha foi o eleito para deixar o time e Sassá assumiu a titularidade no comando do ataque. No meio de campo, Ariel Cabral deve voltar na vaga de Lucas Silva.

Do outro lado, a Universidad de Chile sabe que um empate é favorável e terá que suprir a ausência de seu treinador Guillermo Hoyos, suspenso. Ele será substituído pelo preparador de goleiros Gustavo Flores.

O time chileno tem diversos veteranos em seu elenco como Johnny Herrera, ex-Corinthians, Beausejour, ex-Grêmio, David Pizarro e Gonzalo Jara, todos com passagens pela seleção nacional. Outro que já vestiu a camisa do país e estará em campo é o atacante Pinilla, que, aliás, voltará ao Mineirão, onde acertou o travessão nos minutos finais da prorrogação do confronto entre Brasil e Chile, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2014.

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