Rubens Chiri / São Paulo
Rubens Chiri / São Paulo

Entenda o que o São Paulo ganha com a volta de seu 'quadrado mágico'

Recuperação de Everton para a disputa do clássico contra o Santos permite a Aguirre escalar formação ideal do ataque

Renan Cacioli, O Estado de S. Paulo

12 Setembro 2018 | 11h00

A notícia da recuperação do meia-atacante Everton, que na terça-feira treinou com o grupo pela primeira vez desde a lesão muscular sofrida no fim de agosto, empolgou não só a comissão técnica como também a torcida do São Paulo. O retorno do "quadrado mágico" tricolor, formado por ele, Nenê, Rojas e Diego Souza, vem em momento decisivo do Campeonato Brasileiro. No domingo, o time encara o Santos, na Vila Belmiro, com risco de perder até a vice-liderança.

Nem tanto pelos números, que não mudam muito com e sem o quarteto em campo (veja detalhes abaixo), mas pela forma de a equipe de Diego Aguirre jogar, a possibilidade de o uruguaio voltar a escalá-lo após três partidas é, de fato, algo a ser comemorado. Sem Everton na esquerda, o treinador precisou recorrer a improvisações que não funcionaram tão bem, nem sempre por questões táticas – contra o Fluminense, por exemplo, quando testou Reinaldo na função de ponta, a expulsão de Diego Souza logo aos 33 do primeiro tempo "matou" a equipe, que arrancou o empate em 1 a 1 mais na base da raça do que da técnica.

Contra o Bahia, apesar da vitória por 1 a 0, o time encontrou novamente muitas dificuldades para abrir a marcação. Everton Felipe, outra tentativa de Aguirre para substituir seu titular na ponta, deixou a desejar – tanto que acabou substituído por Tréllez na etapa final. Ainda faltam ritmo de jogo e entrosamento ao reforço contratado do Sport.

Fato é que a presença de Everton não só qualifica a equipe como torna o sistema ofensivo são-paulino bem mais imprevisível aos adversários. Os contragolpes podem cair tanto por seu lado quanto pela direita, com o equatoriano Rojas. "Abrindo-se" o time, sobra mais espaço para Nenê e Diego Souza trabalharem pelo miolo da marcação.

Números não refletem diferença técnica em campo

Curioso é que o aproveitamento da equipe não muda tanto assim com a presença dos quatros jogadores em campo na comparação com as partidas em que eles não puderam atuar juntos. Veja:

Com o quarteto (9 jogos)

6 vitórias

1 empate

2 derrotas

70% de aproveitamento

Sem o quarteto (5 jogos)

3 vitórias

1 empate

1 derrota

66,% de aproveitamento

 
 
 

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