Gonzalo Fuentes / Reuters
Gonzalo Fuentes / Reuters

Federação Marroquina envia carta à Fifa para reclamar de erros de arbitragem

Para presidente da Federação de Futebol do país, VAR somente auxiliou adversários da seleção

Estadão Conteúdo

28 Junho 2018 | 11h50

A Federação Marroquina de Futebol enviou nesta quarta-feira uma carta à Fifa para reclamar da arbitragem nos jogos contra Portugal e Espanha. O presidente da entidade, Fouzi Lekjaa, informou que o "acúmulo de erros contribuiu notavelmente para a eliminação na fase de grupos do torneio".

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Na derrota para Portugal por 1 a 0, o documento detalhou três eventuais erros do árbitro norte-americano Mark Geiger. No entender dos marroquinos dois pênaltis não foram assinalados a favor do seu país. Um aos 30 minutos do primeiro tempo, quando Boutaid foi derrubado na área e outro aos 35 da etapa final em um toque de mão de Pepe dentro da área. Também questionaram o pênalti dado em cima de Cristiano Ronaldo - que o craque português errou.

Em relação ao empate por 2 a 2 com a Espanha, a Federação Marroquina cita o gol de Aspas, que garantiu a igualdade para os espanhóis nos acréscimos. Segundo ele, o árbitro uzbeque Ravshan Irmatov só validou após a consulta do VAR. No entanto, não viu que o escanteio que deu origem ao gol deveria ter sido batido do lado direito e não do lado esquerdo de sua meta.

Ainda houve o questionamento de outros quatro lances. Ele não teria dado dois cartões amarelos para os espanhóis que tocaram a mão na bola. Uma para Piqué e outro para um atleta que eles não especificaram o nome, mas que teria cometido a infração aos 2 minutos do segundo tempo. Em compensação, deu amarelo para o marroquino Ahmadi pelo mesmo motivo. Por fim, disseram que não foi dado uma pênalti cometido por Carvajal em Boutaib.

 

"O recurso do VAR por parte dos árbitros só serviu para preservar os interesses de nossos adversários. A Fifa deveria garantir a igualdade de oportunidade de todas as equipes", concluiu a carta enviada por Lekjaa.

A Federação Marroquina e a Fifa vêm se estranhando há alguns meses por conta da candidatura à sede da Copa do Mundo de 2026. Os marroquinos reclamaram que a entidade máxima do futebol deu preferência à candidatura tripla de Estados Unidos, Canadá e México, que acabou vencendo a eleição.

 

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