Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE
Cesar Greco/Ag Palmeiras
Cesar Greco/Ag Palmeiras

Felipe Melo pede desculpas a uruguaios antes de encontro: 'Não vou dar tapa'

Volante do Palmeiras ameniza polêmicas e diz ser adorado por torcedores de times rivais

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

11 de abril de 2017 | 16h01

O volante Felipe Melo, do Palmeiras, voltou a conceder entrevista coletiva nesta terça-feira quase três meses depois de durante a sua apresentação pelo clube ter dado declarações fortes. Desta vez, porém, o jogador amenizou as polêmicas em especial a maior delas, ao pedir desculpas por ter afirmado em janeiro que se precisasse, daria tapa na cara de jogadores uruguaios. 

O tom mais pacífico de Felipe Melo veio na véspera do encontro entre o Palmeiras e um time uruguaio, o Peñarol, pela Copa Libertadores, no Allianz Parque. "Pedi desculpas agora, se pedi é porque me arrependo. Não existe tapa na cara de ninguém. Vamos jogar com o Peñarol e tem uma tradição imensa na Libertadores. Tem de respeitar, mas não pode dar mole", afirmou. "Nunca dei tapa na cara de ninguém, não vou dar tapa na cara de uruguaio. Quis dizer que tem de entrar duro, se precisar", explicou.

O jogador afirmou que foi mal interpretado durante a entrevista coletiva em que foi apresentado, quando disse que se precisasse, daria tapa na cara de uruguaios. Felipe Melo explicou que a fala veio em outro contexto, no sentido de ser viril em campo caso necessite. O volante garantiu que jamais faria essa agressão de propósito, para evitar a expulsão e prejudicar o time.

Felipe Melo disse estar com mais autocontrole para falar. "As pessoas tropeçam na própria língua. É um momento bacana, mas as derrotas do Palmeiras vão chegar. Não somos máquinas. Mas o dia a dia está ensinando muito. Estou crescendo e pegando mais experiência. Isso me faz ter domínio próprio", afirmou o volante, que negou ter recebido provocações de adversários durante os jogos. "Já pediram bastante camisa para mim, isso sim. Eu troco camisa, dou camisa. Se pedir para assinar eu assino e tudo", comentou.

Segundo o palmeirense, além dos adversários, torcedores de clubes rivais também têm demonstrado respeito por ele. "Sinto o carinho do torcedor na rua, de gente que não gosta do futebol também, que me parabeniza pela minha sinceridade, que às vezes até ultrapassa os limite. Teria que ser mais politicamente correto", afirmou.

O Palmeiras vai encerrar a preparação para enfrentar o Peñarol em treino fechado no Allianz Parque, na tarde desta terça-feira. Os ingressos para o jogo estão esgotados.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.