Nelson Almeida/AFP
Nelson Almeida/AFP

Filipe Luís critica falta de água quente no Pacaembu; organização rebate

Lateral da seleção brasileira reclama da falta de estrutura no estádio usado pela equipe

Ciro Campos, Raphael Ramos, O Estado de S. Paulo

11 de junho de 2019 | 19h37
Atualizado 11 de junho de 2019 | 20h57

O lateral-esquerdo Filipe Luís, da seleção brasileira, reclamou nesta terça-feira da água fria nos chuveiros do vestiário do estádio do Pacaembu, onde a equipe realizou um treino como preparação para a estreia na Copa América, na próxima sexta-feira, no Morumbi, contra a Bolívia. O jogador do Atlético de Madrid fez a mesma queixa em três ocasiões e citou em uma resposta que estava com dificuldades de falar devido ao forte frio que sentia.

"Antes de nada, vamos fazer um apelo. Vamos botar água quente aí. Está difícil dar entrevista", disse Filipe Luís, ao fazer um recado para os responsáveis pelo Pacaembu. O jogador afirmou que a seleção brasileira encontrou o mesmo problema de água fria no vestiário quando realizou o amistoso na semana passada contra o Catar, no estádio Mané Garrincha, em Brasília.

O jogador afirmou que o problema com a água fria no vestiário não lhe assusta e disse que apesar de estar na Europa há mais de uma década, essas dificuldades não são restritas ao futebol sul-americano. "Na Europa também tem vestiário ruim e campo ruim. Isso acontece no futebol", disse Filipe Luís. Apesar do problema no Pacaembu, a seleção brasileira vai fazer mais um treino no estádio na quarta-feira à tarde.

Titular na lateral-esquerda, Filipe Luís disse que o elenco torce para o volante Arthur se recuperar das dores no joelho direito e poder entrar em campo na partida de estreia, mas caso isso não seja possível a equipe vai arrumar facilmente um substituto à altura. "Todos jogadores que estão aqui têm característica diferente e podem contribuir. Quem entrar, vai poder ajudar. Se o Arthur não jogar, quem entrar vai conseguir ajudar, porque o desenho tático já está definido", explicou.

O lateral relembrou na entrevista o gol marcado na última vitória brasileira sobre a Bolívia. Em outubro de 2016, em Natal, pelas Eliminatórias, Filipe Luís anotou na goleada por 5 a 0 e afirmou que para o jogo de sexta, será necessário o Brasil trabalhar a bola com paciência e ser rápido para passar pela forte defesa a ser armada pelo adversário.

A estreia da seleção na Copa América será na sexta-feira, às 21h30, no estádio do Morumbi. Depois de pegar a Bolívia, a seleção brasileira terá como rivais a Venezuela, em Salvador, e logo depois o Peru, na Arena Corinthians.

OUTRO LADO

Após a reclamação, o Comitê Organizador Local (COL) da Copa América afirmou em nota que os chuveiroes estavam em perfeito funcionanemtno e foram testados antes da chegada da equipe para o treino. "Foi explicado à delegação do Brasil que o funcionamento dos chuveiros era a gás, sendo necessário ligar a água quente primeiro, para depois regular a temperatura", diz o texto.

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