Vitor Silva / Botafogo
Vitor Silva / Botafogo

Gatito é denunciado por chutar estrutura do VAR e pode pegar até 180 dias de gancho

Goleiro do Botafogo corre o risco ainda de levar multa e ter de pagar indenização pelos danos causados

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2020 | 08h33

O goleiro do Botafogo, Gatito Fernandez, corre risco de pegar gancho de até 180 dias. O jogador foi denunciado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva por chutar a estrutura que integra o VAR (árbitro de vídeo), após a partida contra o Internacional no fim de semana. O julgamento do processo ainda será agendado.

O paraguaio será julgado por infração ao artigo 219 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que fala em 'danificar praça de desportos, sede ou dependência de entidade de prática desportiva'. A pena prevista é de suspensão de 30 a 180 dias, multa de R$ 100 a R$ 100 mil, além de indenização pelos danos causados, a ser fixada pelo órgão judicante competente. 

Pela sexta rodada do Brasileirão, o Botafogo recebeu o Internacional e foi superado por 2 a 0. No jogo, o time alvinegro teve dois gols anulados após intervenção do árbitro de vídeo. Após a partida, Gatito chutou e derrubou a cabine do VAR. Além do fato ter sido registrado na súmula, o relatório do jogo enviado ao STJD relata que o equipamento foi danificado, além de apresentar fotos e informar o custo aproximado para importação de uma nova aparelhagem.

"O equipamento foi danificado, tendo sua proteção externa e tela arranhados, além da conexão de entrada do sinal do VAR output quebrado. Após vários testes, o mesmo está apresentando mau contato, sendo necessária a substituição por um novo que será importado diretamente de nossa sede na Inglaterra. Lamentavelmente, teremos de repassar este gasto para a CBF por tratar-se de ato intencional e o custo aproximado é de U$ 9.500 (R$ 50 mil) já com todos os gastos de importação", informou o relatório do jogo.

Depois do ocorrido, Gatito usou as suas redes sociais para pedir desculpas pela atitude. "De cabeça fria, agora, é claro que me arrependo. Não é uma postura da qual me orgulho e não deveria mesmo ter feito isso", reconheceu o paraguaio. O goleiro ainda disse ser favorável à presença do árbitro de vídeo no futebol brasileiro, mas não deixou de manifestar seu descontentamento com os profissionais responsáveis por operar a tecnologia dentro da cabine.

"Sei do meu papel, sei que devo dar exemplos. Mas tudo tem um limite e sequer temos um caminho para tentar fazer com que as coisas melhorem na arbitragem. O VAR chegou para ficar e está ajudando bastante o futebol no Brasil e em todo o mundo. O que não pode acontecer é termos profissionais completamente despreparados para usar tal ferramenta", criticou.

 

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