Reprodução/Twitter
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Duelo entre Goiás e São Paulo é adiado após time esmeraldino ter dez jogadores com coronavírus

Pedido do clube goiano foi aceito pelo STJD; jogadores do São Paulo já estavam em campo quando receberam a notícia

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2020 | 16h02

O jogo entre Goiás e São Paulo foi adiado. A partida, válida pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro, estava programada para ser realizada neste domingo, às 16h. Horas antes, porém, o Goiás informou que dez dos 23 jogadores do elenco que estava concentrado para a partida foram infectados pelo novo coronavírus. O clube recebeu os resultados dos exames apenas neste domingo. Na contraprova, nove jogadores testaram positivo.

O Goiás entrou com um pedido no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para a partida ser adiada. A entidade acatou a solicitação minutos antes do duelo. Os jogadores do São Paulo, inclusive, já estavam em campo no estádio da Serrinha. O Goiás já até havia divulgado a escalação para o confronto.

O presidente do Goiás, Marcelo Almeida, explicou por que pediu o adiamento da partida. "O respaldo é muito simples, dez dos 23 atletas foram positivados, infelizmente fomos comunicados desses resultados apenas no dia de hoje. Todos os jogadores positivos estavam concentrados, recebemos essa notício hoje de manhaã com jogo às 16h, e dentro desse fato agimos com coerência, pedindo para o jogo ser adiado. Entramos com a liminar no STJD com essas alegações. Teríamos apenas 13 jogadores, com 11 em campo, dois reservas e sem goleiro. Infelizmente, tenho que lamentar, porque iria ser uma festa bonita, com o circo todo armado. Mas por questões de saúde também. Como esses dez atletas estavam concentrados, os outros também podem estar contaminados. Prevaleceu o bom senso, o STJD agiu de forma correta".

Dos dez jogadores que tiveram testes positivos, oito seriam titulares na partida contra o São Paulo. Eles realizaram novos exames para contraprova em outro laboratório, e os resultados deram positivos em nove atletas. "Resolvemos, por conta própria, repetir os exames para saber se havia veracidade nesses resultados. Foi uma corrida contra o tempo. Ficou pronto faltando dez minutos para as 16h. Desses dez exames positivos, nove foram de fato positivos e um negativo", afirmou o presidente do Goiás. 

O São Paulo, por sua vez, se manifestou por meio das redes sociais e disse concordar com a decisão do STJD. "O São Paulo manifesta apoio e informa que está de acordo com a decisão de adiamento do jogo deste domingo, em Goiânia. Não há nada mais importante, neste momento, do que preservar a saúde e refletir à sociedade a importância dos cuidados", escreveu o clube.

O presidente do Goiás criticou a postura do rival. "O São Paulo agiu de forma bastante fria. Veio aqui com o propósito de ir para o jogo, caso ele existisse. Como eu sabia que tínamos dado entrada com o pedido de liminar no STJD e estávamos a poucos minutos de ter essa liminar referendada, procurei o Raí (diretor de futebol do São Paulo), que está aqui em Goiânia, e posicionei: 'olha, vocês estão entrando em campo, mas pode acontecer de ter uma liminar a nosso favor'. Ele falou: 'vamos esperar o comunicado oficial'. Uma coisa fria, ninguém me ligou, me procurou, eu que fui atrás e avisei", disse Marcelo Almeida.

Os testes feitos na última quinta-feira pelo Goiás tiveram uma falha detectada pelo Hospital Albert Einstein, que confirmou a informação. Os jogadores tiveram de refazer os exames na sexta-feira, e o clube recebeu os resultados apenas neste domingo.

O Goiás já havia afirmado por meio de nota oficial divulgada em seu site que vinha fazendo cerca de 70 testes semanalmente, do tipo RT-PCR (que detecta a presença do vírus), nos jogadores, membros da comissão técnica e funcionários do departamento de futebol que trabalham no centro de treinamento e nos jogos.

VEJA A NOTA DO HOSPITAL ALBERT EINSTEIN

"O Hospital Israelita Albert Einstein identificou uma falha técnica na coleta das amostras, feita em um laboratório parceiro em Goiás, para realização de teste RT-PCR em atletas e equipes dos clubes Vila Nova e Goiás. Solicitou, portanto, novas amostras antes do processamento dos exames. Elas foram refeitas e encaminhadas para análise no laboratório do hospital em São Paulo, sem nenhum prejuízo aos prazos estabelecidos para apresentação dos resultados."

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