Fábio M. Salles/AE
Fábio M. Salles/AE

Marcio Santos conta sobre o dia em que a SWAT precisou salvar Romário nos EUA

Em folga, atacante foi o único a não retornar para hotel no horário e acabou passando por problema inusitado

João Prata, Estadão Conteúdo

11 Maio 2018 | 11h00

Marcio Santos diz que há muitas boas histórias sobre o Mundial de 1994, nos Estados Unidos. Na época, ele era um dos mais novos, com 23 anos. Ficava mais próximo de Ronaldo, então um garoto de 17 anos. "Era minha sombra. Ele ficava na minha cola o tempo todo". Também era parceiro do Aldair, que era muito tímido. "O apelido dele na Copa era brincadeira. Porque a gente perguntava qualquer coisa para ele e ele respondia: 'É brincadeira'".

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Mas a história que Marcio Santos mais acha graça de contar, como não poderia deixar de ser, aconteceu com Romário. Depois de um jogo, que ele não lembra qual, os jogadores ganharam folga. O único pedido de Carlos Alberto Parreira, então treinador da seleção, era que todos se reapresentassem às 22h30. "Chegou todo mundo no horário menos ele".

O tempo passou, na época não havia celular, e ninguém conseguia saber sobre o paradeiro do principal jogador da seleção brasileira. Já era madrugada, quando a comissão técnica decidiu acionar a polícia dos Estados Unidos. Até a SWAT, que é a polícia especial norte-americana, foi chamada. Todos a procurar o Baixinho pela cidade.

"Tinha um parque na cidade e você sabe como é o Romário. Ele ficou lá namorando e não sabia que o lugar fechava. Quando foi tentar sair, haviam trancado todos os portões. A SWAT foi lá e encontrou ele preso". Na época, sem internet, a história não vazou e o Brasil seguiu tranquilamente rumo ao tetra.

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